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Britânica morre envenenada pelo mesmo agente nervoso usado em ex-espião russo em março

9 jul 2018
08h30
atualizado às 09h36
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Uma mulher britânica morreu no domingo depois de ser envenenada com o mesmo agente nervoso usado contra um ex-espião russo em março, fato que desencadeou uma crise nas relações entre capitais ocidentais e Moscou.

Dawn Sturgess, britânica que morreu envenenada por agente nervoso Novichok, em Salisbury 27/06/2016 Facebook/Dawn Sturgess via REUTERS
Dawn Sturgess, britânica que morreu envenenada por agente nervoso Novichok, em Salisbury 27/06/2016 Facebook/Dawn Sturgess via REUTERS
Foto: Reuters

Dawn Sturgess, de 44 anos, faleceu depois de ser exposta ao Novichok no dia 30 de junho no oeste da Inglaterra, a poucos quilômetros de onde o agente duplo russo Sergei Skripal e sua filha foram atacados com a mesma toxina quatro meses atrás.

A morte de Dawn está sendo investigada como um homicídio, informou a polícia em um comunicado.

A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, disse estar horrorizada e chocada com a morte.

A polícia disse estar investigando como Dawn e um homem de 45 anos, identificado pela mídia como Charlie Rowley, tiveram contato com um item contaminado com Novichok, que foi desenvolvido pelos militares soviéticos durante a Guerra Fria.

O ataque de março contra os Skripal provocou a maior onda de expulsões ocidentais de diplomatas russos desde a Guerra Fria, já que aliados concordaram com a visão britânica segundo a qual Moscou ou foi responsável ou perdeu o controle da toxina.

Depois da morte de Dawn no domingo, o ministro britânico do Interior, Sajid Javid, disse que a "notícia terrivelmente triste só fortalece nossa determinação para descobrir exatamente o que aconteceu".

O chefe da polícia de contraterrorismo britânica, comissário-assistente Neil Basu, disse que Dawn, mãe de três filhos, perdeu a vida em resultado de "um ato revoltante, irresponsável e bárbaro".

O homem de 45 anos continua hospitalizado em estado crítico.

O envenenamento dos Skripal com Novichok em março foi o primeiro uso ofensivo conhecido de tal arma química em solo europeu desde a Segunda Guerra Mundial.

A Rússia, que atualmente sedia a Copa do Mundo, negou qualquer envolvimento no caso Skripal e insinuou que os serviços de segurança britânicos realizaram o ataque para atiçar a histeria anti-Moscou.

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