Bloqueio do Estreito de Ormuz anunciado por Trump entra em vigor
Presidente ameaçou 'aniquilar' navios iranianos que se aproximarem
Após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar um bloqueio do Estreito de Ormuz para esta segunda-feira (13), mais de 15 navios americanos deram início à operação, informou o Wall Street Journal, citando um funcionário de Washington.
"O bloqueio será aplicado imparcialmente contra embarcações de todas as nações que entrarem ou saírem de portos e áreas costeiras iranianas, incluindo os localizados no Golfo Pérsico e de Omã", declarou o Comando Central (Centcom) dos EUA, informando que a medida entrou em vigor no horário proclamado por Trump, às 11h de Brasília.
No Truth, o líder americano ameaçou "destruir de forma rápida e brutal" qualquer embarcação iraniana que se aproximar do bloqueio.
"Se algum desses navios se aproximar da nossa zona de operação [em Ormuz], será imediatamente eliminado, usando o mesmo sistema de aniquilação que empregamos contra traficantes de drogas a bordo de embarcações no mar: rápido e brutal", escreveu Trump, acrescentando que "a Marinha do Irã jaz por completo no fundo do mar".
"Aniquilamos 158 embarcações [de Teerã]. O que não alvejamos foi um pequeno número de navios que eles chamam de 'navios de ataque rápido', pois não os consideramos uma ameaça significativa", explicou o republicano.
O chefe da Organização Marítima Internacional (OMI), Arsenio Dominguez, criticou a medida imposta pelos EUA, declarando que nenhuma nação tem o direito legal de impedir o tráfego no Estreito de Ormuz.
"De acordo com o direito internacional, nenhum país pode proibir a passagem inofensiva ou a liberdade de navegação em estreitos internacionais usados para o trânsito global", disse Dominguez em coletiva de imprensa.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, também não aprovou a decisão americana.
"O fechamento do Estreito de Ormuz é prejudicial, e a liberdade de navegação é de suma importância", falou Von der Leyen.