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Barein espera que resolução sobre Ormuz seja votada na ONU, mas China se opõe ao uso da força

2 abr 2026 - 15h21
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O Barein disse ‌nesta quinta-feira que espera uma votação do Conselho de Segurança da ONU na sexta-feira sobre uma resolução para proteger a navegação comercial no Estreito de Ormuz, mas a China, que tem poder de veto, deixou clara sua oposição a qualquer autorização do uso da força.

Os preços do petróleo subiram desde que ⁠os EUA e Israel atacaram o Irã no final de fevereiro, dando início ‌a um conflito que já dura mais de um mês e que efetivamente fechou o estreito para o tráfego marítimo.

O Barein, que atualmente preside o ‌Conselho de Segurança de 15 membros, apresentou o ‌quarto esboço de uma resolução que autorizaria "todos os meios necessários" para ⁠proteger a navegação comercial, ao mesmo tempo em que especificava que tais medidas deveriam ser "de natureza defensiva".

"Esperamos uma posição unificada deste estimado Conselho durante a votação que ocorrerá sobre a minuta da resolução amanhã, se Deus quiser", disse o ministro das Relações Exteriores do Barein, Abdullatif bin Rashid Al Zayani, ao ‌conselho.

O Barein já havia retirado uma referência explícita à aplicação obrigatória em uma ‌tentativa de superar as objeções ⁠de outras nações, ⁠especialmente da Rússia e da China. A última minuta vista pela Reuters estabelece um prazo ⁠de seis meses para as medidas.

No ‌entanto, ao falar ao Conselho ‌de Segurança, o enviado da China na ONU, Fu Cong, deixou clara a oposição de Pequim à autorização para que os Estados-membros usem a força.

Ele disse que isso seria "legitimar o uso ilegal e indiscriminado da ⁠força, o que inevitavelmente levaria a uma nova escalada da situação e a sérias consequências".

A mais recente resolução do Barein havia sido colocada sob o chamado procedimento de silêncio até as 13h (horário de Brasília) desta quinta-feira, após o qual seria automaticamente encaminhada para votação ‌se não houvesse objeções, mas uma fonte diplomática ocidental disse que o silêncio foi quebrado por China, Rússia e França.

Uma resolução do Conselho de Segurança ⁠requer pelo menos nove votos a favor e nenhum veto de seus cinco membros permanentes: Estados Unidos, Rússia, China, Reino Unido e França.

Al Zayani disse que a "tentativa ilegal e injustificada do Irã de controlar a navegação internacional no Estreito de Ormuz" ameaça os interesses do mundo e "exige uma resposta decisiva".

Na quarta-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, prometeu continuar os ataques, mas não apresentou um plano para reabrir o estreito, o que fez com que os preços do petróleo subissem ainda mais, já que suas palavras aumentaram as preocupações de que os EUA podem não desempenhar um papel importante na garantia de uma passagem segura para os navios através da hidrovia crucial.

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