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Banco mais antigo do mundo volta a registrar lucro

Monte dei Paschi di Siena quase quebrou em 2017

11 mai 2018 - 17h28
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Após ter vivido a maior crise de sua história, o Monte dei Paschi di Siena (MPS), tido como o banco mais antigo do mundo ainda em operação, registrou lucro pela primeira vez desde 2016.

Sede do Monte dei Paschi, em Siena, na Toscana
Sede do Monte dei Paschi, em Siena, na Toscana
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Segundo o balanço divulgado nesta sexta-feira (11), a instituição financeira fechou o primeiro trimestre de 2018 com resultado positivo de 188 milhões de euros, contra o prejuízo de 169 milhões de euros dos três meses iniciais de 2017.

O lucro se deve sobretudo ao crescimento de 20% na concessão de empréstimos e à emissão de títulos tendo como lastro sua enorme carteira de créditos deteriorados (24 bilhões de euros). "A minha humilde opinião é a de que viramos a página em relação a 2017", declarou o CEO do MPS, Marco Morelli. "Agora operamos como uma empresa normal", disse.

Com o resultado, as ações do banco fecharam o pregão desta sexta-feira com alta de 17,6%, em 3,2 euros. Fundado em 1472, em Siena, o MPS ficou à beira da falência em 2017, devido à elevada presença de créditos deteriorados - empréstimos que dificilmente serão pagos - em sua carteira.

Outros bancos italianos viveram situação semelhante, mas o MPS era o mais exposto de todos, com um terço de seu portfólio tomado por ativos tóxicos. Para salvar a instituição, o Estado injetou 5,4 bilhões de euros e ficou com quase 70% das ações. No entanto, por determinação da União Europeia, terá de se desfazer da participação até 2021.

O plano de resgate também prevê milhares de demissões e a venda dos créditos deteriorados no mercado, para fundos especializados nesse tipo de investimento.

Ansa - Brasil
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