Ataques rebeldes deixam 17 mortos na RDC
Pelo menos 17 pessoas morreram em várias incursões dos rebeldes ugandenses da Frente Democrática Aliado (ADF, sigla em francês) no nordeste da República Democrática do Congo, informou à Agência Efe nesta segunda-feira o governador de Nord-Kivu, Julien Paluku.
Paluku lamentou os novos ataques, que aconteceram ontem à noite e nesta manhã, apesar da forte presença do Exército congolês e de tropas da missão da ONU (MONUSCO). Além da morte de civis, dezenas de casas foram queimadas e várias lojas foram saqueadas para que o grupo juntasse mantimentos, já que costumam viver escondidos nas montanhas e muitas vezes têm problemas de abastecimento.
O governador de Nord-Kivu advertiu que centenas de pessoas abandonaram suas casas por medo de novos ataques e que a área afetada neste fim de semana está praticamente vazia.
Os ataques aconteceram pouco depois de o presidente da RDC, Joseph Kabila, visitar a região durante quatro dias antes de viajar para Uganda para tratar do problema de segurança na fronteira entre os dois países com o presidente ugandense, Yoweri Museveni.
O ADF iniciou sua campanha de violência em 1996 no distrito de Kasese, no oeste de Uganda, após o qual se expandiu a várias zonas próximas à fronteira com a RDC. A organizaão é uma das que seguem atuando na RDC após o desarmamento em novembro de 2014 do grupo rebelde M23, que chegou a controlar boa parte da região.