Ataques em Gaza matam quase 100 palestinos
Metade das vítimas buscava ajuda humanitária
Os últimos ataques das forças de Israel na Faixa de Gaza mataram ao menos 94 palestinos na noite de quarta-feira (2), sendo que 45 estavam na fila para ajuda humanitária, informou o Ministério da Saúde controlado pelo Hamas, citado pelo jornal The Guardian. Já nesta quinta (3), um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) acusou diversas corporações internacionais de 'financiar o genocídio de Israel" no enclave.
"Israel é responsável por um dos genocídios mais cruéis da história moderna", afirmou a relatora especial das Nações Unidas, Francesca Albanese, durante apresentação do relatório "Da economia da ocupação à economia do genocídio" em Genebra, na Suíça.
O documento acusa 48 empresas mundiais de financiar o "projeto israelense na retirada dos palestinos dos territórios ocupados" e apela aos Estados-membros para que imponham um embargo abrangente de armas a Israel, além de suspender todos os acordos comerciais e relações de investimento com o governo de Benjamin Netanyahu.
"Enquanto a vida em Gaza está sendo destruída e a Cisjordânia está sob ataque, este relatório mostra por que o genocídio cometido por Israel continua: porque é lucrativo para muitos", se lê na pesquisa apresentada ao Conselho de Direitos Humanos da ONU.
"De fabricantes de armas a gigantes da tecnologia, passando por bancos, empresas de energia, plataformas online, supermercados e universidades, as corporações forneceram as ferramentas, o financiamento, a infraestrutura e a legitimidade para esse mecanismo de apagamento", destacou Albanese.