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Ataque visa usina nuclear no Irã e leva Rússia a retirar funcionários; Trump reitera ultimato

Estados Unidos e Israel continuaram seus ataques contra a República Islâmica do Irã e o Líbano neste sábado (4), com forças iranianas retaliando com disparos contra Israel e países do Golfo. No Irã, um complexo petroquímico e o entorno da usina nuclear de Bushehr estavam entre os alvos de ataques aéreos israelenses e americanos.

4 abr 2026 - 13h30
(atualizado às 13h39)
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Construída com assistência russa, Bushehr é a única instalação nuclear civil em operação no Irã e já foi alvo de quatro ataques desde o início da guerra, em 28 de fevereiro. Localizada na costa do Golfo Pérsico, a usina fica mais próxima da capital do Kuwait e de Doha do que de Teerã, a mais de 750 quilômetros de distância.

"Nenhum aumento nos níveis de radiação" foi relatado pelo Irã, afirmou a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), cujo diretor-geral, Rafael Grossi, expressou sua "profunda preocupação".

Ele reiterou na plataforma X que "usinas nucleares ou áreas adjacentes jamais devem ser atacadas". Condenando o ataque, a Rússia anunciou que cerca de 200 funcionários da estatal nuclear Rosatom começaram a ser evacuados da usina "aproximadamente 20 minutos após" o ataque.

Piloto americano é procurado por forças iranianas

Enquanto isso, forças iranianas procuram um piloto americano desaparecido no sudoeste do Irã, um dia após seu caça ter sido abatido. Ao todo, dois caças americanos, um F-15E e um A-10 Warthog, foram abatidos pelas forças iranianas no Irã e no Kuwait).

O copiloto do F-15E e o piloto do A-10 foram resgatados por forças americanas. Foi a primeira ocorrência desse tipo desde o início do conflito no Oriente Médio, há cinco semanas.

As perdas, celebradas por Teerã, destacam os riscos aos quais as aeronaves americanas e israelenses permanecem expostas, apesar do poder de fogo empregado por ambos na região desde o início da guerra e das afirmações do presidente Donald Trump e de seu secretário de Defesa, Pete Hegseth, de que Washington tem controle total do espaço aéreo iraniano.

A possibilidade de captura de um piloto americano por forças iranianas poderia impactar significativamente a dinâmica política nos Estados Unidos, onde o conflito é desaprovado pela grande maioria da população. Dois helicópteros Black Hawk que participavam das operações de busca pelo piloto desaparecido foram alvejados por fogo iraniano, disseram dois oficiais americanos à Reuters, acrescentando que as aeronaves conseguiram deixar o espaço aéreo iraniano.

O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, zombou da guerra em uma mensagem no X, dizendo que o objetivo de Washington foi "rebaixado de mudança de regime" para caçar um piloto.

O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, no entanto, afirmou no X que o Irã nunca se recusou a ir a Islamabad para negociações com os Estados Unidos. "O que nos importa são as modalidades para um fim definitivo e duradouro desta guerra ilegal que nos foi imposta", disse ele.

Trump promete levar 'o inferno' ao Irã

Donald Trump ameaçou novamente neste sábado (4) intensificar os ataques contra o Irã caso não se chegue a um acordo ou se o Estreito de Ormuz não for reaberto.

"Lembram-se de quando dei ao Irã 10 dias para fazer um acordo ou abrir o Estreito de Ormuz? Esse prazo está quase acabando. Restam 48 horas antes que o inferno se abata sobre eles", disse ele em sua plataforma Truth Social, referindo-se ao ultimato após o qual ameaçou destruir instalações nucleares iranianas.

A Casa Branca declarou que Trump havia sido "informado" sobre a perda de uma aeronave no sudoeste do Irã. Em entrevista à NBC, ele afirmou que isso não mudava "absolutamente nada" em relação às possíveis negociações com Teerã para encontrar uma solução para o conflito, que vem abalando a economia global.

Desde o início da guerra, nenhum soldado americano foi morto ou capturado em solo iraniano, mas 13 morreram no Kuwait, na Arábia Saudita e no Iraque. As hostilidades deixaram milhares de mortos, principalmente no Irã e no Líbano, e se espalharam para vários países da região.

Com Reuters e AFP

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