Ataque israelense mata pais e duas crianças em Gaza, dizem equipes médicas
Um ataque aéreo israelense no norte da Faixa de Gaza matou um casal e suas duas filhas, de 8 e 12 anos, enquanto dormiam. O exército de Israel afirmou que o alvo era uma estrutura militar e que a ação eliminou Muamen Ahmed, a quem acusa de terrorismo, sem mencionar a morte da família. O episódio evidencia a fragilidade do cessar-fogo mediado pelos EUA, em meio a acusações mútuas de violação do acordo entre Israel e o Hamas, mantendo o conflito ativo e distante de uma resolução pacífica.
Um ataque aéreo israelense matou um homem, sua esposa e suas duas filhas, de 8 e 12 anos, em uma casa no norte da Faixa de Gaza nesta quinta-feira, informaram autoridades de saúde, após as Forças Armadas israelenses terem intensificado os bombardeios nos últimos dois dias.
As Forças Armadas israelenses afirmaram que o ataque teve como alvo uma "estrutura militar" e matou Muamen Ahmed, descrito como um agente militar que havia participado diretamente de combates contra as forças israelenses.
Não houve menção à esposa ou às filhas, mas foi afirmado que Ahmed vinha recentemente "promovendo ataques terroristas" contra as forças israelenses. Autoridades de saúde e parentes em Gaza confirmaram que Ahmed havia sido morto, mas não se pronunciaram sobre suas supostas atividades.
No Hospital Al Shifa, em Gaza, amigos e parentes se reuniram para prestar homenagem enquanto os corpos dos familiares, envoltos em lençóis brancos, eram colocados no chão antes de serem levados para o enterro.
Zuhair Al-Haisami, vizinho das vítimas, disse que um ataque aéreo atingiu a casa delas às 2h da manhã, enquanto dormiam.
"Não há trégua alguma", disse ele. "Não passa um único dia sem que haja mártires ou feridos", acrescentou.
Um cessar-fogo de outubro de 2025, apoiado pelos Estados Unidos, interrompeu os combates em grande escala, mas não pôs fim aos ataques israelenses e houve pouco progresso nas medidas rumo à paz permanente.
O Hamas acusa Israel de violar o cessar-fogo e minar os esforços para implementar o plano mais abrangente do presidente dos EUA, Donald Trump, para pôr fim ao conflito em Gaza, que inclui a retirada israelense da Faixa de Gaza e o desarmamento do Hamas.
Israel afirma que o Hamas vem violando o acordo.
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