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Verão de "calor infernal" na UE agrava pressões inflacionárias, diz chefe do departamento climático da ONU

10 set 2026 - 11h21
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Resumo
O intenso calor e os incêndios florestais do último verão na Europa, marcado pelo agosto mais quente já registrado, agravaram as pressões inflacionárias no continente, segundo Simon Stiell, chefe de clima da ONU. Ele alertou que esse impacto climático extremo, aliado à histórica dependência europeia de combustíveis fósseis, encareceu as contas de famílias e empresas, deixando a União Europeia vulnerável a uma nova crise energética e de custos com a aproximação do inverno.

As ondas ‌de calor que atingiram a Europa no verão local aumentaram ainda mais as pressões inflacionárias sobre a região, que também pode enfrentar ⁠uma crise de combustível no ‌inverno, afirmou nesta quinta-feira o secretário de clima das Nações ‌Unidas, Simon Stiell.

Mulher passa por painel que marca 42 graus Celsius durante onda de calor na primavera em Bilbau, Espanha
27 de maio de 2026 REUTERS/Vincent West
Mulher passa por painel que marca 42 graus Celsius durante onda de calor na primavera em Bilbau, Espanha 27 de maio de 2026 REUTERS/Vincent West
Foto: Reuters

Muitos países ‌europeus sofreram intensas ondas ⁠de calor e incêndios florestais, com agosto sendo o mês mais quente já registrado no mundo, segundo o Serviço Copernicus de Mudanças ‌Climáticas (C3S) da União Europeia.

"O verão de ‌calor infernal ⁠da UE ⁠vem somar-se à crise de custos dos ⁠combustíveis ‌fósseis já em ‌curso - e ambos estão elevando os preços para famílias, empresas e governos, em um duplo golpe ⁠devastador. A dependência das importações voláteis de combustíveis fósseis tem sido, há muito tempo, o calcanhar de ‌Aquiles econômico da Europa", disse Stiell a uma comissão do Parlamento Europeu ⁠em Bruxelas nesta quinta-feira.

"Este ano - mais uma vez - famílias e empresas foram atingidas por contas mais altas. Agora, outra crise europeia de combustível no inverno se aproxima, devido à dependência dos combustíveis fósseis", acrescentou Stiell, que é secretário executivo da UNFCCC, órgão da ONU responsável pelas mudanças climáticas.

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