BCE aumenta juros na zona do euro em 0,25 ponto e culpa guerra no Irã
Instituição alegou 'pressão inflacionária' para justificar aperto monetário
O Banco Central Europeu elevou os juros da zona do euro em 0,25 ponto percentual, o segundo aumento em três meses, devido às pressões inflacionárias causadas pela guerra no Irã. As taxas de depósito, refinanciamento e empréstimos subiram para 2,50%, 2,65% e 2,90%, respectivamente. O BCE projeta inflação em 3% para 2026 e 2,5% para 2027, mas aumentou as estimativas de crescimento econômico para 0,9% neste ano e 1,4% no próximo, apesar das fortes incertezas geradas pelo conflito no Oriente Médio.
O Banco Central Europeu (BCE) aumentou nesta quinta-feira (10) suas taxas básicas de juros em 0,25 ponto percentual, no segundo aperto monetário na zona do euro em três meses, devido à persistência da pressão inflacionária por conta da guerra no Irã.
Com isso, a taxa sobre depósitos sobe de 2,25% para 2,50%; a taxa de refinanciamento, de 2,40% para 2,65%; e a taxa sobre empréstimos marginais, de 2,65% para 2,90%.
"O conflito no Médio Oriente continua a gerar pressões inflacionárias, e a inflação deverá permanecer muito acima do objetivo durante um período alargado", diz um comunicado do BCE.
"A decisão de hoje sublinha o compromisso do Conselho do BCE de definir a política monetária de modo a assegurar que a inflação estabilize no objetivo de 2% a médio prazo", acrescenta a nota.
O Banco Central Europeu estima 3% de inflação em 2026 e aumentou de 2,3% para 2,5% a previsão para 2027. Por outro lado, a instituição elevou as projeções de crescimento da economia da zona do euro neste ano (de 0,8% para 0,9%) e no próximo (de 1,2% para 1,4%), "refletindo uma resiliência maior do que o esperado".
"As perspectivas mantêm-se extremamente incertas, com riscos em alta para a inflação e em baixa para o crescimento econômico", afirma o comunicado do BCE, que garante estar "bem posicionado para navegar a incerteza provocada pelo conflito" no Irã.
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