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Ataque de Israel destrói novo arranha-céu na Cidade de Gaza

O Exército israelense destruiu neste sábado (6) um prédio residencial na Cidade de Gaza, após determinar a evacuação de bairros inteiros e declarar uma "zona humanitária" no sul do território. Segundo estimativas da ONU, cerca de 1 milhão de pessoas permanecem na região.

6 set 2025 - 13h06
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O Exército israelense destruiu neste sábado (6) um prédio residencial na Cidade de Gaza, após determinar a evacuação de bairros inteiros e declarar uma "zona humanitária" no sul do território. Segundo estimativas da ONU, cerca de 1 milhão de pessoas permanecem na região. 

Foto mostra escombros de prédio residencial atingido por bombardeio israelense neste sábado (6)
Foto mostra escombros de prédio residencial atingido por bombardeio israelense neste sábado (6)
Foto: AFP - OMAR AL-QATTAA / RFI

Michel Paul, correspondente da RFI em Jerusalém, com agências

De acordo com testemunhas, a torre Soussi estava localizada na mesma área de evacuação da torre Rouya, outro alvo do Exército israelense. "Vamos continuar", escreveu o ministro da Defesa, Israel Katz, nas redes sociais, ao compartilhar um vídeo que circula na internet mostrando o desabamento do edifício de cerca de quinze andares. 

O Exército israelense já havia alertado nesta sexta-feira (5) que atacaria "infraestruturas terroristas" na Cidade de Gaza. Os militares israelenses acusam o Hamas de utilizar as torres em suas operações. 

O Exército afirma controlar cerca de 75% da Faixa de Gaza e 40% da Cidade de Gaza, e espera tomar o controle total para derrotar o Hamas e libertar os reféns ainda mantidos pelo grupo. 

O porta-voz em árabe do Exército israelense já havia pedido aos moradores da cidade que se deslocassem para uma nova zona humanitária no sul da Faixa de Gaza, na região de Khan Younis. 

A pequena área de algumas dezenas de quilômetros quadrados, situada em Al Mawassi, deveria contar com hospitais de campanha, redes de abastecimento de água, instalações de dessalinização e fornecimento de alimentos e medicamentos. 

Mas moradores de Gaza, como o pesquisador Mustafa Ibrahim, entrevistado pelo jornal Haaretz, afirmam que não há "um único metro quadrado de espaço livre" na área. Os habitantes descrevem uma situação de superlotação sufocante em meio aos combates. 

Deslocamento forçado

O ministro das Relações Exteriores do Egito, Badr Abdelatty, disse neste sábado (6) que considera totalmente absurda a ideia de um deslocamento "voluntário" dos palestinos, como sugeriram Israel e os Estados Unidos. 

"Se há uma fome provocada pelo homem (em Gaza), é para forçar os habitantes a deixarem sua terra. É absurdo dizer que se trata de um deslocamento voluntário", afirmou Badr Abdelatty durante uma coletiva de imprensa conjunta com o comissário-geral da Agência das Nações Unidas para os Refugiados Palestinos, Philippe Lazzarini. 

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, defende que os habitantes de Gaza deveriam ter permissão para deixar "voluntariamente" o enclave palestino e sugeriu que outros países os recebam em seus territórios. 

Nesta sexta-feira, os assessores de Netanyahu explicaram que ele se referia ao direito fundamental de cada indivíduo de escolher onde viver, especialmente em tempos de guerra. 

Badr Abdelatty também conversou na sexta-feira com o enviado de Donald Trump, Steve Witkoff, sobre os esforços diplomáticos em torno da mais recente proposta de cessar-fogo apresentada pelos Estados Unidos. Ele atribuiu à "intransigência" de Israel o fracasso da iniciativa até o momento. 

RFI A RFI é uma rádio francesa e agência de notícias que transmite para o mundo todo em francês e em outros 15 idiomas.
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