Ataque aéreo russo mata duas crianças e 5 adultos na região de Kiev, diz polícia ucraniana
Um ataque aéreo russo em uma área residencial rural na região de Kiev matou pelo menos sete pessoas na tarde desta sexta-feira, 4, incluindo duas crianças, disse a polícia da capital da Ucrânia em um comunicado.
A polícia disse que o ataque atingiu a vila de Markhalivka, a cerca de 10 km da periferia sudoeste da capital. Informações divulgadas pela agência Interfax revelam que oito residências particulares pegaram fogo após o ataque.
Em Irpin, nos arredores de Kiev, moradores removerem pertences às pressas de casas que ficaram em chamas após o bombardeio.
As autoridades de Kiev acionaram um alarme para ataque aéreo e recomendaram que os moradores da capital procurassen abrigo em bunkers.
As sirenes também soaram em Chernihiv, de acordo a emissora ucraniana Canal 24. Em um ataque mais cedo, 47 pessoas foram mortas. Os trabalhos de resgate precisaram ser suspensos devido ao forte bombardeio.
Segundo a ONU, mais de 1,2 milhão de pessoas deixaram a Ucrânia desde o início do conflito com a Rússia.
Controle de usina
Os ataques ocorreram após tropas russas assumiram o controle da maior usina nuclear da Europa, em Zaporizhzhia, no sudeste da Ucrânia
Em um pronunciamento, o porta-voz do Ministério da Defesa da Rússia, Igor Konashenkov, culpou sabotadores ucranianos pelo ataque à usina nuclear. Konashenkov classificou o ocorrido como uma provocação. Mas, segundo ele, a usina estaria operando normalmente e a área estaria sob controle russo desde 28 de fevereiro.
O presidente da França, Emmanuel Macron, disse estar "extremamente preocupado com os riscos" para a segurança nuclear na Ucrânia. Em comunicado, o Palácio do Eliseu informou que o governo francês irá propor "medidas concretas" para a segurança das usinas nucleares.
Já o chanceler alemão, Olaf Scholz, conversou por telefone com o presidente russo, Vladimir Putin, e pediu para Moscou suspender imediatamente todas as ações militares, informou um porta-voz da Alemanha.
Além disso, Scholz pediu a Putin que permita o acesso de ajuda humanitária nas áreas ucranianas onde estão ocorrendo combates. (*Com informações de agências internacionais)