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Assassino da Noruega ergueu as mãos para se render, diz polícia

27 jul 2011 - 13h58
(atualizado às 14h15)
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O matador norueguês Anders Behring Breivik jogou sua arma e levantou as mãos para se render quando a polícia se aproximou dele na ilha onde matou a tiros 68 pessoas, disse um dos policiais envolvidos na ação na quarta-feira.

Foto: AFP

No primeiro relato de um policial que estava no local, Jacob Bjertnaes disse que ele e um colega faziam parte de uma força especial composta por oito policiais para conter o massacre na ilha de Utoeya, onde cerca de 650 jovens se reuniam em um acampamento de verão.

Chegando em dois grupos, a primeira unidade policial foi em direção ao norte da ilha, enquanto a segunda percebeu que o atirador estava no lado oposto.

Bjertnaes recusou-se a responder questões sobre se a polícia foi muito lenta para reagir. A polícia levou mais de uma hora para prender Breivik após tomar conhecimento do caso.

"Imediatamente corremos em direção à ponta sul da ilha", disse Bjertnaes sobre seu grupo, acrescentando que a distância era de cerca de 350 metros e que os oficiais "gritaram para chamar atenção para nós" - e não para os jovens.

"De repente, o perpetrador ficou na nossa frente com as mãos para cima da cabeça", disse Bjertnaes. "A arma estava no chão a 15 metros dele."

Ele afirmou que um policial garantiu que Breivik não escapasse, enquanto os membros remanescentes da equipe ajudavam algumas das vítimas.

Tragédia na Noruega
A Noruega viveu na última sexta-feira, dia 22, a maior tragédia do país desde a Segunda Guerra Mundial. Dois atentados deixaram, até o momento, um saldo de 76 mortos. As autoridades chegaram a divulgar que 93 pessoas tinham morrido nos ataques, mas revisaram os dados e informaram um novo balanço na segunda, dia 25. Primeiro, uma bomba explodiu no centro da capital, Oslo, na região onde estão localizados vários prédios governamentais, inclusive o escritório do premiê, Jens Stoltenber. Oito pessoas morreram, mas a polícia admite que possa haver corpos não resgatados nos prédios.

A segunda tragédia aconteceu na ilha de Utoya, próxima à capital. Lá, Anders Behring Breivik, um homem de 32 anos vestido com uniforme da polícia, abriu fogo contra jovens reunidos em um acampamento de verão. Ao menos 68 morreram, a maioria pelos tiros disparados. Alguns outros morreram afogados após tentarem fugir nadando. Anders foi detido logo depois, pela polícia, e admitiu o crime. O atirador, que é ligado à extrema-direita e publicou um manifesto na internet chamando à violência contra muçulmanos e comunistas, também tem envolvimento no ataque em Oslo.

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