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Ásia

Premiê do Japão realiza oferenda a polêmico santuário militarista

17 out 2015 - 02h53
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O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, fez neste sábado uma oferenda ao polêmico santuário xintoísta de Yasukuni, ligado ao passado militarista do país e origem de atritos diplomáticos entre o governo japonês e os países vizinhos.

Abe enviou árvores a modo de oferenda a Yasukuni por ocasião de seu festival anual de outono, que é celebrado até 20 de outubro.

Espera-se, no entanto, que o primeiro-ministro se abstenha também este ano de visitar o santuário para não repetir episódios como o de dezembro de 2013, quando esteve no recinto pela última vez e suscitou a ira de Coreia do Sul e China, que sofreram com a colonização japonesa durante parte do século XX.

Desde então, o chefe de governo japonês optou por apenas enviar oferendas a Yasukuni, um gesto que, mesmo assim, também é criticado por Seul e Pequim.

O santuário presta homenagem a todos os mortos no Japão entre o fim do século XIX e 1945 e inclui 14 políticos e oficiais do Exército Imperial que foram condenados como criminosos Classe A pelo Tribunal Penal Militar Internacional para o Extremo Oriente ao término da Segunda Guerra Mundial.

A oferenda de Abe acontece faltando poucas semanas para a cúpula de chefes de governo que os três países realizarão na capital sul-coreana em novembro.

Com o encontro, os países pretendem retomar as cúpulas trilaterais de líderes que tinham sido realizadas todos os anos entre 2008 e 2012 e que estão suspensas desde então devido à deterioração das relações diplomáticas na região após a chegada de Abe ao poder no Japão, Park Geun-hye na Coreia do Sul e Xi Jinping na China.

Os atritos entre os três países se agravaram devido às interpretações sobre o passado colonial japonês e também por disputas territoriais.

Em qualquer caso, Abe espera poder manter um encontro privado com Park durante a cúpula de Seul, o que será a primeira reunião entre os dois desde que chegaram a seus cargos. Além disso, o premiê japonês também pretende realizar sua terceira cúpula com Xi em paralelo à reunião de líderes do G20 que acontecerá na cidade turca de Antalya em meados de novembro.

EFE   
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