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Malaysia Airlines desvia rota de voo da Ucrânia para Síria

Voo MH04, entre Kuala Lumpur e Londres, foi realizado três dias depois do incidente com o voo MH17 na Ucrânia

22 jul 2014
03h23
atualizado às 04h25
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A Malaysia Airlines confirmou e defendeu nessa segunda-feira sua decisão de alterar a rota de um voo entre Kuala Lumpur e Londres, que originalmente passaria sobre o espaço aéreo da Ucrânia, para a Síria, país que também enfrenta um grave conflito civil, de acordo com informações da agência AFP.

Site Flightradar24 mostra a trajetória original, que passava pela Ucrânia, e a utilizada pelo voo MH04, sobre a Síria
Site Flightradar24 mostra a trajetória original, que passava pela Ucrânia, e a utilizada pelo voo MH04, sobre a Síria
Foto: Flightradar24 / Reprodução

Em comunicado, a companhia disse que a rota do voo MH04 está de acordo com a Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO, na sigla em Inglês), agência filiada à ONU, acrescentando que a Autoridade de Aviação Civil da Síria também liberou o caminho, não impondo nenhuma restrição. A Malaysia Airlines afirma ainda que a segurança de seus passageiros e tripulação é extrema prioridade.

O espaço aéreo ucraniano foi fechado depois do incidente com o voo MH17, que foi supostamente abatido quando sobrevoava o leste do país, palco de conflitos entre o governo e rebeldes separatistas pró-Rússia.

O voo MH04 deixou Kuala Lumpur rumo a Londres no dia 20, apenas três depois do incidente envolvendo o voo MH17. Segundo a Malaysia Airlines, a rota traçada para o voo MH04 foi inteiramente aprovada pela ICAO.

A empresa malaia se manifestou depois que o site Flightradar24 postou no Twitter a informação sobre a trajetória utilizada pelo MH04. De acordo com o site, especializado em tráfego aéreo, a rota antiga passava pelo território turco, e não sobre a Síria.

O voo MH17 da Malaysia Airlines, com 298 passageiros a bordo, caiu na última quinta-feira. A aeronave fazia a rota entre Amsterdã e Kuala Lumpur e suspeita-se que foi abatida por um míssil terra-ar, segundo o serviço de inteligência dos Estados Unidos. As autoridades ucranianas e os insurgentes pró-russos trocaram acusações sobre quem foi responsável pela derrubada do avião.

A maioria dos passageiros, 193, era de nacionalidade holandesa, um deles com dupla nacionalidade americana. Também estavam a bordo do Boeing 777 43 malaios (incluídos os 15 membros da tripulação e dois bebês), 27 australianos, 12 indonésios (entre eles um bebê), dez britânicos (um deles com dupla nacionalidade sul-africana), quatro alemães, quatro belgas, três filipinos, um canadense e um neozelandês.

Foto: Arte Terra

Fonte: Terra
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