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Malásia apura uso de passaporte roubado em voo desaparecido

10 mar 2014
02h43
atualizado às 02h43
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O departamento de Imigração da Malásia abriu uma investigação interna para tentar esclarecer como dois passageiros do avião da Malaysia Airlines desaparecido no sábado conseguiram embarcar com passaportes roubados, informou nesta segunda-feira a imprensa local.

O ministro do Interior, Ahmad Zahid Hamidi, disse que as pesquisas estão focadas no aeroporto de Kuala Lumpur, de onde saiu o voo MH370, que desapareceu nas águas do Golfo da Tailândia.

Hamidi disse que não há explicações de como os agentes não observaram um passageiro italiano e outro austríaco com traços asiáticos. O italiano Luigi Maraldi e o austríaco Christian Kozel aparecem na lista de 227 passageiros que viajaram de Kuala Lumpur para Pequim no sábado, mas nenhum dos dois estava nem na Malásia nesse dia.

A Interpol confirmou que eles tiveram os documentos roubados em 2013 e 2012, respectivamente, na Tailândia, onde as passagens eletrônicas foram compradas em uma única operação.

Ahmad Zahid disse que ainda é cedo demais para tirar conclusões e lembrou que não é fácil determinar a autenticidade de um passaporte porque nem todos os países utilizam sistema biométrico e código de barras como a Malásia.

Agências de inteligência de vários países participam da investigação, focada em esclarecer a presença de passageiros com passaportes falsos e um possível giro que o avião pode ter realizado sem o piloto comunicar a torre nem enviar uma mensagem de alerta.

O voo MH370 saiu de Kuala Lumpur às 00h41 (horário local, 13h41 de sexta-feira em Brasília) e a chegada em Pequim estava prevista para seis horas mais tarde, mas a aeronave perdeu o contato com a torre de controle de Subang às 01h30 (horário local).

O avião transportava 239 pessoas de 14 nacionalidades: 227 passageiros, incluídos dois menores de 18 anos, e uma tripulação de 12 malaios.

A lista oferecida pela Malaysia Airlines contém 153 chineses, 38 malaios, sete indonésios, seis australianos, cinco indianos, quatro franceses, três americanos, dois neozelandeses, dois ucranianos, dois canadenses, um russo, um italiano, um holandês, um austríaco e um taiwanês.

Austrália, China, Estados Unidos, Filipinas, Indonésia, Malásia, Cingapura, Tailândia e Vietnã colaboram no rastreamento do aparelho em uma área no sul da ilha vietnamita Tho Chu, onde se acredita que o Boeing 777-200 pode ter caído se não tiver mudado de rumo, segundo informações das autoridades da Malásia.

Fonte: Terra
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