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Ásia

Japoneses desafiam lei que proíbe danças após meia-noite

Políticos, DJs e artistas pressionam para que regra seja abolida o quanto antes

22 jun 2015 - 11h31
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Foto: Twitter

Embora seja comum encontrar jovens improvisando uma apresentação de hip hop perto do cruzamento de Shibuya, um dos mais movimentados do mundo, a poucos metros dali, clubes e boates funcionam escondidas e na ilegalidade. O motivo? De acordo com uma lei sancionada em 1948, é proibido dançar em clubes, bares e em locais públcos após a meia-noite. 

Segundo a CNN, na última semana, autoridades japonesas foram à votação para tentar abolir a lei que remonta à época da ocupação americana, após a Segunda Guerra Mundial. Naquele período, salões de dança eram muitas vezes uma fachada para a prostituição, galopante naqueles anos em que o Japão estava assolado pela pobreza.

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Mas os tempos são outros. O Japão é hoje uma das maiores economias do mundo e exibe uma vibrante vida noturna. Os opositores da proibição chamam a lei de opressiva e obsoleta.

A própria polícia fechou os olhos para o que acontecia nas boates nos últimos anos, permitindo que o hábito se desenvolvesse nas décadas de 1970, 1980 e 1990, até que uma série de casos de drogas envolvendo celebridades e a morte de um estudante de 22 anos vieram à tona, inaugurando uma onde de detenções e ataques a clubes.  Durante a chamada "Guerra do Japão contra a Dança" policiais usaram a lei para prender DJs e proprietátios de clubes noturnos. 

Uma nova lei prevê que os locais de consumo e interação das boates não sejam escuros, na tentativa de desencorajar o crime. Eles precisam ter iluminação semelhante às das salas de cinema, quando as luzes estão acesas. Os clubes mais escuros serão regidos sob a antiga lei e terá que respeitar regras mais rígidas para operação após a meia-noite. Até que as mudanças entrem em vigor em 2016, dançar durante a madrugada ainda é proibido.

Muitos bares e discotecas japonesas colocaram cartazes de advertência em suas portas de entrada, deixando os visitantes de primeira viagem chocados com o aviso "É proibido dançar". As placas são, na verdade, uma tentativa de evitar problemas com a polícia, que associam as discotecas à violência, ao consumo de drogas e ao sexo.

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Daizo Murata, proprietário do Sound Museum Vision e de outros clubes em Tóquio, passou 21 dias na prisão por violar a lei japonesa, e desde então tem aberto as portas de seus estabelecimentos com grande receio. 

Ele faz parte de um movimento composto por  músicos, DJs, advogados e políticos, que clama por mudanças. Uma petição criada pelo músico Ryuichi Sakamoto obteve mais de 150 mil assinaturas na tentaiva de pressionar os legisladores a abolir a proibição à dança em 2013. Uma comissão constituída por parlamentares da oposição foi incubida de apresentar a revisão da lei ao parlamento em 2014. O rascunho sofreu modificações por parte da polícia e do governo antes de ser ratificado na semana passada.

Existe vontade política para que a lei seja implentada logo. Tóquio será sede dos Jogos Olímpicos de 2020, e muitos japoneses acreditam que a cidade não pode permanecer na surdina após a meia-noite. Além disso, cerca de 50 clubes e 300 DJs de Tóquio estão formando a "Dance Enterteinment Association" (DEA) para discutir questões relacionadas à segurança das discotecas.

Fonte: Terra
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