Governo sul-coreano analisa suposta morte do irmão de Kim Jong-un
O governo da Coreia do Sul convocou nesta quarta-feira (data local) uma reunião de emergência entre seus chefes de Defesa e Inteligência para analisar o suposto assassinato na Malásia de Kim Jong-nam, irmão mais velho do líder norte-coreano Kim Jong-un.
Kim Jong-nam, de 45 anos, é o filho primogênito do falecido ditador norte-coreano Kim Jong-il, e morreu segunda-feira, na Malásia, segundo disseram fontes de inteligência à agência "Yonhap", embora Seul, por enquanto, não tenha confirmado oficialmente a notícia.
A polícia da malásia, por sua vez, informou sobre a morte de um cidadão norte-coreano chamado Kim Chol e nascido em 1970, depois de ser levado em uma ambulância do aeroporto de Kuala Lumpur, e agora tenta confirmar sua identidade e esclarecer as causas de sua morte.
O primeiro-ministro e presidente interino da Coreia do Sul, Hwang Kyo-ahn, analisará hoje a informação existente em conjunto aos ministros da Defesa, Exteriores e Unificação, assim como com os responsáveis da agência nacional de inteligência, segundo disseram fontes governamentais.
Fontes citadas pela televisões sul-coreanas "KBS" e "TV Chosun" acrescentaram que sua morte aconteceu após ser atacado com agulhas envenenadas ou com um aerossol tóxico - segundo as diferentes versões - por duas mulheres no Aeroporto Internacional de Kuala Lumpur, e acrescentaram que as suspeitas fugiram em um táxi.
Analistas sul-coreanos dizem que pode se tratar de um assassinato orquestrado pelo regime que liderado por Kim Jong-un para poder se livrar de uma figura incômoda e possível rival ao poder, um cenário que já foi especulado em várias ocasiões desde a ascensão do jovem ditador.
Kim Jong-nam foi considerado como o melhor posicionado para substituir a seu pai até cair em desgraça com a virada do século, e desde então acredita-se que residia principalmente entre Hong Kong, Macau e Pequim sem ocupar nenhum cargo oficial no regime norte-coreano.
Kim Jong-nam perdeu definitivamente a preferência do pai quando em 2001 foi detido em um aeroporto de Tóquio com um passaporte dominicano falso que pretendia usar para entrar no Japão e supostamente visitar o parque Disneylândia.
Fruto do casamento entre o ditador e a primeira esposa, a atriz Song Hye-rim, Kim Jong-nam atraiu a atenção nos últimos anos com suas críticas contra as políticas do regime norte-coreano e seu sistema de sucessão, expressadas através de sua correspondência com um jornalista japonês, disse uma televisão do mesmo país.