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Ásia

Filipinos saem às ruas para procissão de Nazareno Negro

9 jan 2012 - 13h36
(atualizado às 14h01)
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Apesar do alerta do Governo sobre os possíveis riscos de uma eventual ação terrorista, milhares de católicos filipinos saíram às ruas da capital Manila nesta segunda-feira para celebrar a passagem do Nazareno Negro de Quiapo.

Fiéis tenta tocar em uma imagem durante a procissão do Nazareno Negro, em Manila, nas Filipinas
Fiéis tenta tocar em uma imagem durante a procissão do Nazareno Negro, em Manila, nas Filipinas
Foto: AP

Segundo os dados fornecidos pela Cruz Vermelha e pelas autoridades da capital, pelo menos 657 pessoas ficaram feridas durante o trajeto de seis quilômetros pelas ruas do centro da capital filipina.

Uma "fuga precipitada" logo no início da procissão teria sido a principal causa dos feridos na procissão do Nazareno Negro, uma figura cultuada no México há quatro séculos e que no resto do ano é exposta na Igreja Católica de Quiapo.

A verdadeira avalanche de pessoas foi registrada logo após a missa, quando milhares de fiéis tentaram se aproximar da carruagem que transportava a imagem negra de Jesus Cristo, a qual grande parte da população acredita possuir dons milagrosos.

Mais de 15 mil policiais e centenas de soldados foram encaminhados para a capital filipina, onde as operadoras de telefonia celular chegaram a cortar o sinal dos aparelhos por conta de uma ameaça terrorista, que foi anunciada pelo presidente do país, Benigno Aquino, no último domingo.

O ministro da Defesa, Voltair Gazmin, atribuiu essa ameaça aos grupos radicais muçulmanos do sul do país, embora não tenha identificado a organização.

Apesar da advertência do Governo, cerca de 3 milhões de pessoas saíram às ruas para acompanhar a passagem do Nazareno Negro. Segundo estimativas oficiais, até 6 milhões de pessoas podem participar dessa celebração ao longo do dia.

"Venho desde quando tinha apenas sete anos. Dá um pouco de medo essa ameaça terrorista, mas não posso faltar, tenho que tentar tocar e pedir ao Cristo que me ajude a conseguir um trabalho em Dubai", comentou à Agência Efe Ann, uma devota de 22 anos.

Após um inicio conturbado, a procissão teve que ser paralisada inúmeras vezes por conta de problemas nas rodas da carroça, um contratempo que fazia com que o percurso de apenas seis quilômetros fosse realizado em mais de 16 horas.

Aos gritos de "Viva Nazareno", os fiéis descalços abriam passagem com empurrões para tentarem tocar na imagem. Os mais ousados, quase todos homens, chegavam a se atirar em direção da carroça para tocá-las por alguns instantes, enquanto a grande maioria se conformava com o lançar de pequenas toalhas para que estas fossem devolvidas benzidas.

Feita em madeira e de tamanho real, a estatua negra de Jesus Cristo chegou a Manila em 1606, trazida por missionários espanhóis vindos do México. Desta forma, Filipinas se transformou no único país asiático com a maioria de sua população católica.

EFE   
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