Ataques militares e talibãs deixam 31 mortos no Afeganistão
Entre os mortos estão onze membros das Forças de Segurança e 20 supostos insurgentes
Pelo menos 31 pessoas morreram, onze delas membros das Forças de Segurança afegãs e 20 supostos insurgentes, em operações militares e ataques dos talibãs em várias zonas do Afeganistão, informaram nesta segunda-feira à Agência EFE fontes oficiais.
Um ataque insurgente acabou neste domingo à noite com a vida de pelo menos quatro policiais no distrito de Maywand na província de Kandahar, ao sul do país asiático, disse o porta-voz do governador provincial, Samim Khpalwak, que afirmou desconhecer mais detalhes.
Um porta-voz talibã, Qari Yousef Ahmadi, assegurou no Twitter que faleceram sete policiais, entre eles o comandante de um posto de controle.
Pelo menos outros quatro membros da polícia afegã morreram e três ficaram feridos em outro ataque de supostos insurgentes a um posto de controle na noite passada no distrito de Chest da província de Herat (oeste), declarou um porta-voz policial, Abdul Rauf Ahmadi.
As operações do Exército afegão durante as últimas 24 horas deixaram pelo menos 20 supostos insurgentes mortos nas províncias de Ghazni, Kandahar, Paktia (sul), Kunduz e Jawzjan (norte), manifestou o porta-voz do Ministério da Defesa, Dawlat Waziri.
Pelo menos três militares morreram pela explosão de bombas colocadas em estradas supostamente pelos insurgentes e em ataques dos talibãs, acrescentou Waziri.
Na quinta-feira morreram 17 pessoas e outras 39 ficaram feridas em um ataque suicida contra o funeral de um comandante de polícia na província de Laghman (leste), em um dia no qual também perderam a vida 11 membros de uma milícia pró-governo e sete talibãs em um enfrentamento em Ghazni (sudeste).
Nesse mesmo dia, três funcionários privados americanos e um cidadão afegão faleceram por disparos de um insurgente infiltrado entre as Forças de Segurança no aeroporto internacional de Cabul.
O Afeganistão atravessa uma etapa muito complicada após a retirada no final de 2014 da missão da Otan, a Isaf, que foi substituída por outra operação, que manterá a entre 3 mil e 4 mil soldados junto ao redor de 10,8 mil soldados americanos em tarefas de assessoria e capacitação.
