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Ásia

AirAsia: não há prova de que capitão deixou assento

Todas as 162 pessoas a bordo do avião morreram

2 fev 2015 - 16h59
(atualizado às 19h34)
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Parte da fuselagem do avião da AirAsia que operava o voo QZ8501 e caiu no mar, no porto de Kumai, em Pangkalan Bun, na Indonésia. 19/01/2015
Parte da fuselagem do avião da AirAsia que operava o voo QZ8501 e caiu no mar, no porto de Kumai, em Pangkalan Bun, na Indonésia. 19/01/2015
Foto: Beawiharta / Reuters

Investigadores de acidentes aéreos indonésios disseram nesta segunda-feira que até agora não encontraram indícios de que o piloto do avião da AirAsia deixou seu assento, ou que o sistema de controle automático estava desligado, pouco antes de a aeronave cair no mar.

Duas fontes próximas à investigação haviam dito à Reuters que o capitão Iriyanto estava fora de seu lugar realizando o procedimento incomum de retirar o interruptor de um computador de voo quando seu copiloto aparentemente perdeu o controle do Airbus A320.

O voo AirAsia QZ8501 desapareceu das telas de radar em 28 de dezembro após realizar menos da metade do voo de duas horas da cidade de Surabaya, a segunda maior da Indonésia, a Cingapura. Todas as 162 pessoas a bordo morreram.

Falha humana pode ter causado queda do avião da AirAsia:

“Até hoje, ainda não há indicação de que o capitão deixou seu assento, como relatado pela Reuters”, declarou o investigador do Comitê Nacional de Segurança no Transport, Ertata Lananggalih, à Reuters no escritório da equipe em Jacarta, referindo-se à matéria publicada sábado.

Maiores acidentes aéreos Maiores acidentes aéreos

Pessoas familiarizadas com a investigação haviam dito à Reuters anteriormente que os investigadores estavam examinando registros de manutenção de um dos sistemas automatizados do avião, o Flight Augmentation Computer (FAC), e como os pilotos podem ter reagido a uma falta de energia.

Na sexta-feira, a Bloomberg News publicou que os pilotos podem ter tentado reiniciar o FAC durante o voo e que em seguida teriam retirado o interruptor para cortar a energia do dispositivo.

As fontes disseram à Reuters que foi o capitão indonésio quem adotou a medida, e não seu copiloto francês, Remy Plesel, que tinha menos experiência e estava pilotando o avião.

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