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Armênia e Azerbaijão declaram cessar-fogo em Nagorno-Karabakh

Apesar de acordo, ambos os países se acusam de violação

10 out 2020 - 16h38
(atualizado às 16h56)
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Entrou em vigor neste sábado (10) o cessar-fogo acordado pela Armênia e pelo Azerbaijão no enclave separatista de Nagorno-Karabakh, com o objetivo de encerrar cerca de duas semanas de intensos confrontos.

Apesar de acordo, ambos os países se acusam de violação
Apesar de acordo, ambos os países se acusam de violação
Foto: EPA / Ansa - Brasil

A trégua teve início a partir do meio-dia (horário local) e foi marcada por uma sirene. O anúncio foi feito pelo ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, após uma maratona de negociações diplomáticas entre os dois países.

Em comunicado, o chefe da diplomacia russa explicou que ambos se comprometeram a iniciar "negociações substantivas com o objetivo de alcançar uma solução pacífica o mais rápido possível".

Lavrov ainda ressaltou que as conversas serão mediadas pelo grupo de negociadores internacionais de Minsk.

O governo italiano também comemorou o acordo de cessar-fogo. "Agradecemos o compromisso simultâneo das partes em promover negociações substantivas para a resolução do conflito. Reiteramos a impossibilidade de uma solução para o conflito pelas armas e renovamos nosso apelo às partes para que retomem rapidamente as negociações", disse o Ministério das Relações da Itália em comunicado.

Apesar do acordo, as forças armadas da Armênia e do Azerbaijão se acusaram mutuamente de violar a trégua em Nagorno-Karabakh.

Segundo o Ministério da Defesa armênio, as tropas do Azerbaijão lançaram um ataque a Larakhanbeyli, às 12h05". Já os azeris acusam a Armênia de bombardear os distritos de Terter e Agdam.

- O conflito atual:

Desde o dia 27 de setembro, os separatistas armênios e o governo do Azerbaijão se atacam mutuamente na região de Nagorno-Karabakh. No entanto, até hoje, não se sabe quem começou com os bombardeios e nem os motivos dessa nova luta, que já deixou mais de 350 mortos entre separatistas, militares e civis.

A guerra na localidade ocorre desde o fim da década de 1980, quando a União Soviética chegou ao fim.

Os moradores de Nagorno-Karabakh, que têm origem armênia, optaram por se separar do recém-criado Azerbaijão, mas a decisão não foi acolhida nem pelos soviéticos nem pelos azeris. Até o início dos anos 1990, o conflito armado separatista chegou a causar quase 30 mil mortes. Em 1992, através da atuação do Grupo de Minsk, o combate armado cessou, mas a situação continuou indefinida.

Ataques pontuais são comumente registrados, mas sem a proporção do conflito deste ano. O governo armênio apoia os separatistas e chegou a dizer que reconheceria Nagorno-Karabakh como um país independente. Por outro lado, o Azerbaijão diz que só retira suas tropas se os armênios deixarem a região. .

Ansa - Brasil
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