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Argentina intensifica medidas legais contra empresas de exploração de petróleo nas Malvinas

15 set 2026 - 15h31
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Resumo
O governo argentino de Javier Milei intensificou sua disputa de soberania ao anunciar novas ações judiciais e sanções mais duras contra petroleiras que operam nas Ilhas Malvinas, visando empresas como a Navitas e a Rockhopper. Enquanto as companhias afirmam possuir licenças locais válidas, o Reino Unido garantiu apoio às atividades econômicas no território britânico ultramarino, rejeitando qualquer jurisdição da Argentina sobre a região e elevando o risco de tensões diplomáticas entre os países.

A Argentina apresentará novas ações ‌judiciais contra empresas que realizam exploração de petróleo nas proximidades das Ilhas Malvinas, informou o governo nesta terça-feira, intensificando a campanha de Buenos Aires contra as empresas que operam no território ultramarino britânico.

A medida faz parte de uma iniciativa mais ampla do governo do presidente Javier Milei, que ⁠também está preparando, nesta semana, uma legislação para endurecer as sanções contra ‌empresas que operam nas Ilhas Malvinas -- chamadas de Falkland Islands pelos britânicos. Analistas afirmam que isso aumenta a possibilidade de tensões mais amplas ‌com o Reino Unido caso Buenos Aires ‌passe a visar outros setores da economia das ilhas.

O jornal argentino ⁠Clarín informou que um promotor federal apresentou um pedido para abrir uma investigação contra executivos e acionistas da empresa israelense Navitas Petroleum e da britânica Rockhopper Exploration .

O porta-voz do governo, Adrian Ravier, afirmou em uma coletiva de imprensa que novas denúncias seriam apresentadas contra empresas que operam nas Malvinas, ‌embora não tenha citado nomes.

O governo de Milei já havia apontado a ‌Navitas e a Rockhopper ⁠como alvos, à ⁠medida que Buenos Aires busca sua reivindicação de soberania sobre o arquipélago.

A Navitas não ⁠respondeu imediatamente aos pedidos de comentário. ‌A Rockhopper se recusou ‌a comentar. Ambas as empresas já haviam afirmado que o projeto do campo de petróleo possui licenças válidas do governo das Ilhas Malvinas e indicaram que não esperam que as ações de Milei atrapalhem ⁠o desenvolvimento.

O gabinete do promotor federal Carlos Stornelli não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

O Reino Unido procurou tranquilizar nesta terça-feira as empresas que atuam nas Ilhas Malvinas, afirmando, em orientações publicadas no site do governo, que apoiava todas as atividades ‌econômicas legítimas nas ilhas e defendia o direito dos habitantes das Ilhas Malvinas de regular sua economia e desenvolver seus recursos naturais, incluindo hidrocarbonetos.

"A ⁠posição do governo do Reino Unido é que a Argentina não tem o direito de exercer jurisdição sobre as Ilhas Malvinas nem de aplicar sua legislação interna nas ilhas, nem em relação a quaisquer empresas ou indivíduos que participem de atividades comerciais nas ilhas ou que estejam ligados a elas", afirmou o Reino Unido em suas orientações.

Acrescentou ainda que não via base jurídica para que tribunais fora da Argentina fizessem valer medidas tomadas contra tais empresas.

A Argentina invadiu as ilhas em 1982 e travou uma guerra de 10 semanas por elas antes de se render ao Reino Unido.

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