Após protesto, Malta proíbe navio da MSC de atracar
Embarcação da empresa italiana seguiu rumo ao porto de Messina
O governo de Malta proibiu nesta sexta-feira (6) o navio de cruzeiro MSC Opera, com dois mil passageiros a bordo, de atracar, informou o jornal "Times de Malta".
Segundo a publicação, as autoridades maltesas negaram o pedido após um protesto público realizado pelo temor do novo coronavírus depois do alarme lançado pela imprensa local contra um passageiro austríaco que passou pela ilha nos últimos dias e, posteriormente, foi testado positivo para Covid-19. A MSC, por sua vez, decidiu mudar o itinerário, mas afirmou que a "verificação dos documentos médicos do navio pelos malteses confirmou a ausência de casos [da doença] a bordo". "Nenhum passageiro ou tripulante atualmente a bordo tem ou teve sintomas de gripe".
Em nota, o governo maltês disse que a decisão foi tomada em comum acordo com os operadores da MSC Cruzeiros, na tentativa de "evitar preocupações entre os cidadãos malteses". O navio irá agora para o porto de Messina.
"A MSC Cruzeiros aceitou alterar o itinerário da MSC Opera para atender às solicitações das autoridades locais para evitar distúrbios públicos desnecessários. Essa circunstância infeliz foi gerada localmente por informações incorretas circuladas em Malta sobre as condições de saúde a bordo", explicou a empresa italiana.
Somente nesta sexta-feira (6), três navios italianos foram impedidos de atracar em portos estrangeiros devido ao temor pela epidemia de coronavírus que atinge a Itália, onde 197 pessoas morreram e mais de 4,6 estão contaminadas.