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Após pressão, Israel anuncia 'pausa tática' em ataques em Gaza

Objetivo é aumentar fluxo de ajuda humanitária no enclave

27 jul 2025 - 10h18
(atualizado às 15h48)
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As Forças de Defesa de Israel (IDF) anunciaram neste domingo (27) uma "pausa tática" em suas operações militares na Faixa de Gaza para permitir um maior fluxo de ajuda humanitária no enclave palestino, em meio à crescente pressão internacional sobre o país por conta do avanço da fome na população civil.

Palestinos carregam sacos de farinha distribuídos no norte da Faixa de Gaza após pausa em combates
Palestinos carregam sacos de farinha distribuídos no norte da Faixa de Gaza após pausa em combates
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Segundo comunicado divulgado no Telegram, o conflito foi paralisado entre 10h e 20h (das 4h às 14h em Brasília), iniciativa que se repetirá "todos os dias até um novo aviso".

"Essa decisão foi coordenada com a ONU e organizações internacionais", diz a nota das IDF, acrescentando que o Exército apoia "os esforços humanitários paralelamente às operações ofensivas em curso contra organizações terroristas na Faixa de Gaza".

As forças de Israel também anunciaram a instituição de "percursos seguros" para garantir a passagem de comboios humanitários da ONU e de outras organizações.

Cerca de 120 caminhões com alimentos, medicamentos e outros itens emergenciais já entraram no enclave a partir da fronteira com o Egito neste domingo, após meses de bloqueio imposto por Israel. "Faremos todo o possível para alcançar o maior número de pessoas com fome nessa janela temporal", disse o subsecretário das Nações Unidas para Assuntos Humanitários, Tom Fletcher.

Já o Hamas afirmou que a trégua só terá significado se virar uma "oportunidade real para salvar vidas humanas". "Cada atraso se traduz em um novo funeral, cada silêncio significa mais uma criança morta nos braços da mãe sem remédios nem leite", afirmou o diretor-geral do Ministério da Saúde, Munir al-Barsh.

Enquanto isso, ataques israelenses mataram 38 pessoas no enclave na manhã deste domingo, antes da "pausa tática" nos combates, incluindo 24 que aguardavam perto de pontos de distribuição de ajuda humanitária.

Além disso, seis pessoas morreram de fome em 24 horas, incluindo duas crianças. Desde o início da guerra, em outubro de 2023, a carestia já custou as vidas de ao menos 133 palestinos, a maioria deles nas últimas semanas, segundo as autoridades locais.

Em seu Angelus deste domingo, o papa Leão XIV disse que acompanha "com muita preocupação a gravíssima situação humanitária em Gaza, onde a população civil é esmagada pela fome e continua a ser exposta à violência e à morte".

O pontífice ainda exortou todas as partes envolvidas em conflitos a "reconhecer a dignidade intrínseca a cada pessoa" e pediu negociações em prol de um "futuro de paz para todos os povos".

Ansa - Brasil
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