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Após ataques ao Papa, vice de Trump diz que Vaticano deve focar em 'questões morais'

J.D.Vance disse que imagem que retrata magnata como Jesus é 'uma piada'

14 abr 2026 - 08h19
(atualizado às 09h21)
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O vice-presidente dos Estados Unidos, J.D.Vance, pediu para o Vaticano "se ater a questões morais", em meio à crescente tensão entre o republicano Donald Trump e o papa Leão XIV sobre a guerra no Oriente Médio.

Papa Leão XIV na Praça São Pedro
Papa Leão XIV na Praça São Pedro
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Segundo Vance, embora reconheça o papel moral da Santa Sé, a condução da política pública americana cabe exclusivamente ao governo dos Estados Unidos.

"Certamente acho que, em alguns casos, seria preferível que o Vaticano se ativesse a questões morais e deixasse o presidente dos Estados Unidos moldar a política pública americana", afirmou o vice-presidente durante entrevista ao programa "Special Report with Bret Baier", da Fox News.

Vance, que se converteu ao catolicismo na vida adulta, tentou enquadrar a crise como uma discordância saudável: "Podemos respeitar o Papa. Certamente temos um bom relacionamento com o Vaticano, mas também vamos discordar em questões substanciais de tempos em tempos".

"Acho que é algo totalmente razoável", destacou ele, enfatizando que considera positivo que "o Papa esteja defendendo as causas que lhe são importantes".

Na entrevista, Vance também apoiou a publicação feita por Trump em sua rede social, na qual ele se retrata como Jesus Cristo. "O presidente estava postando uma piada e, claro, apagou a publicação porque percebeu que muita gente não estava entendendo o humor dele".

Entenda o caso 

Primeiro pontífice nascido nos Estados Unidos, Robert Prevost foi criticado por Trump em uma longa mensagem publicada na plataforma Truth Social, em um ataque sem precedentes que marca um rompimento inédito entre a Casa Branca e a Santa Sé.

Na ocasião, o republicano chamou Leão XIV de "fraco", acusou-o de agir como "político" em temas internacionais, como o conflito no Irã, e sugeriu que a eleição do religioso no conclave de 2025 teria sido influenciada por interesses ligados à sua presidência.

Em resposta, o líder da Igreja Católica afirmou que não teme o governo norte-americano e reiterou sua posição contrária aos conflitos armados.

"Eu não tenho medo do governo Trump. Falo sobre o Evangelho e continuarei a me manifestar em voz alta contra a guerra", declarou o pontífice, defendendo a necessidade de construir a paz e pôr fim aos conflitos, especialmente no Oriente Médio.

Sem mencionar diretamente o presidente norte-americano, o Papa também criticou o uso indevido da religião para justificar guerras, afirmando que "muitas pessoas estão abusando do Evangelho".

A troca de farpas provocou reações de diversos líderes mundiais, incluindo da primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, que classificou as críticas de Trump a Leão XIV como "inaceitáveis".

O líder dos EUA, porém, se recusou a pedir desculpas a Prevost. "Não há nada pelo que me desculpar. Ele está errado", afirmou Trump. 

Ansa - Brasil
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