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Após acusações de suborno, governo de Netanyahu segue estável, por ora

14 fev 2018 - 21h32
(atualizado às 21h47)
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Parceiros-chave de coalizão disseram nesta quarta-feira que irão continuar com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, por ora, pendendo uma decisão do secretário de Justiça sobre indiciá-lo por subornos, como recomendando pela polícia.

Primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, fala durante conferência em Tel Aviv.
14/02/2018
REUTERS/Nir Elias
Primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, fala durante conferência em Tel Aviv. 14/02/2018 REUTERS/Nir Elias
Foto: Reuters

Uma decisão pode levar meses e o governo de Netanyahu aparenta estar estável por enquanto. O premiê direitista tem negado fortemente as acusações da polícia, chamando as alegações de "cheias de buracos, como queijo suíço".

    "Eu quero reassegurar vocês, a coalizão está estável. Ninguém, nem eu, nem mais ninguém, possui planos para seguir para uma eleição", disse Netanyahu em conferência em Tel Aviv nesta quarta-feira, um dia após a polícia tornar as recomendações públicas.

    "Nós iremos continuar trabalhando com vocês pelo bem dos cidadãos de Israel até o final do mandato", disse.

    Pesquisas de opinião divulgadas em três dos principais canais de TV de Israel mostravam que mais pessoas acreditam nas versões da polícia sobre os eventos do nas versões de Netanyahu. Mas as pesquisas também indicam que caso eleições fossem realizadas hoje, o partido de direita Likud continuaria como o maior partido no Parlamento.

    A polícia informou na terça-feira ter encontrado evidências suficientes para que Netanyahu, de 68 anos, seja acusado por subornos em dois casos distintos, dando a ele um dos maiores desafios em seu domínio na política israelense.

    Agora cabe ao secretário de Justiça, Avichai Mandelblit, um ex-procurador-geral militar e ex-secretário de gabinete que foi nomeado ao cargo legal mais alto do país por Netanyahu, decidir se haverá acusações criminais.

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