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Após 2 anos e meio, Exército de Israel abre investigação sobre morte de Hind Rajab

IDF admitiram pela 1ª vez disparos contra carro que levava a menina palestina

19 ago 2026 - 11h54
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As Forças de Defesa de Israel (IDF) anunciaram nesta quarta-feira (19) que determinaram a abertura de uma investigação penal sobre o assassinato da menina palestina Hind Rajab, de cinco anos de idade, morta a tiros enquanto aguardava a chegada de uma ambulância na Faixa de Gaza, em janeiro de 2024.

    O corpo da criança foi encontrado em um carro crivado por balas na Cidade de Gaza, dias depois de seus últimos apelos em uma chamada telefônica com o Crescente Vermelho Palestino. Seis parentes da menina também foram mortos pelas tropas de Israel.

    A divulgação das ligações desesperadas de Hind para o serviço de emergência provocou comoção internacional, e as gravações foram utilizadas no filme "A Voz de Hind Rajab", da diretora tunisiana Kaouther Ben Hania, que venceu o Grande Prêmio do Júri no Festival de Veneza de 2025 e foi indicado ao Oscar.

    Em comunicado, as IDF afirmaram que a decisão foi tomada após a revisão das conclusões sobre o incidente e devido a "supostas falhas na coordenação da movimentação da ambulância do Crescente Vermelho" que deveria resgatar a menina.

    O Exército de Israel disse que as tropas "dispararam contra um veículo que se aproximava delas, viajando em desacordo com o aviso prévio" dado aos residentes da área, em referência ao automóvel que levava Hind e sua família, que tentavam fugir da Cidade de Gaza.

    Segundo a versão militar, cinco ocupantes do veículo morreram nesse primeiro ataque e dois sobreviveram: Hind e sua prima Layan Hamada. Essa é a primeira vez que as IDF admitem disparos contra o carro da família da menina.

    Após a ligação das crianças pedindo socorro, uma ambulância foi enviada ao local. "No entanto, segundo as alegações apresentadas, quando a ambulância chegou à cena do incidente, um projétil foi disparado contra ela, resultando na morte dos dois paramédicos que estavam a bordo", acrescentaram as IDF.

    Além do inquérito sobre Hind, as Forças de Defesa Israelenses também ordenaram uma investigação criminal sobre a morte de 15 palestinos, incluindo equipes médicas e um funcionário da ONU, ocorrida em março de 2025, em Tel al-Sultan, perto de Rafah, no sul de Gaza.

    O Exército afirma que os disparos ocorreram durante uma emboscada contra militantes do Hamas, mas reconheceu "suspeita razoável de conduta criminosa" por parte de soldados, que cobriram os corpos com metal em uma vala comum em Rafah. De acordo com as IDF, seis dos 15 mortos eram do grupo fundamentalista. .

Ansa - Brasil
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