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América Latina

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Três execuções em um dia reacendem debate sobre a pena de morte nos EUA

Três execuções estão previstas nesta quinta-feira (13) em três estados americanos. Para as organizações que lutam contra a pena de morte, trata‑se de uma coincidência de calendário, mas o número de execuções aumentou sob Donald Trump, grande defensor da pena capital.

13 ago 2026 - 12h13
(atualizado às 12h25)
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Loubna Anaki, correspondente da RFI nos Nova York, com agências

Nos EUA, manifestações contra a pena de morte são frequentes, como esta realizada em Washington, em 17 de janeiro de 2017.
Nos EUA, manifestações contra a pena de morte são frequentes, como esta realizada em Washington, em 17 de janeiro de 2017.
Foto: Brendan Smialowski / AFP / RFI

É a primeira vez que três pessoas são executadas no mesmo dia nos Estados Unidos desde 2010. Desde o início do ano, 19 detentos foram executados. Se as três execuções programadas para hoje, no Tennessee, em Oklahoma e no Alabama, forem realizadas, o total chegará a 22. No ano passado, foram 47 execuções, marca que não era registrada havia 17 anos nos Estados Unidos.

Essas execuções são conduzidas por uma minoria de estados, liderados pela Flórida, que concentra a maior parte das mortes. Essa política tem sido impulsionada pelo governador republicano Ron DeSantis, como explica Robin Maher, especialista do Centro de Informação sobre a Pena de Morte.

"Ao contrário de outros estados, onde os tribunais definem as datas das execuções e existem mecanismos de controle, na Flórida o governador De Santis decide sozinho as execuções, suas datas e quem pode receber clemência. É uma concentração extraordinária de poder nas mãos de um único indivíduo", destacou.

Embora as execuções tenham aumentado desde o retorno de Donald Trump ao poder, Maher ressalta que o número de condenações à morte está em queda, sinal, segundo ela, de uma relutância dos juízes em aplicar essa sentença e de uma reticência dos promotores em pedir a pena capital.

Crimes

No Tennessee, Anthony Darrell Hines será executado pelo assassinato, em 1985, de Catherine Jean Jenkins, uma mulher de 54 anos que trabalhava como camareira em um hotel. Ele foi condenado à morte no ano seguinte e, mesmo após obter uma nova audiência de sentença, voltou a receber a pena capital em 1989.

No Alabama, Jeremy Williams, de 42 anos, deve receber a injeção letal pelo estupro e assassinato, em 2021, de uma menina de cinco anos. Ele se declarou culpado, não recorreu e pediu que sua sentença de morte fosse cumprida.

Em Oklahoma, Carlos Cuesta‑Rodriguez, de 70 anos, também será executado por matar a tiros a namorada, Olimpia Fisher, em 2003. Ele será a terceira pessoa executada este ano no estado e a 20ª sob o governo do republicano Kevin Stitt.

Onze estados realizaram execuções em 2025. Se as injeções letais no Tennessee e no Alabama ocorrerem, seis estados terão conduzido execuções em 2026.

Com RFI e AFP

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