Governo argentino diz ter identificado autores de ataque a Milei e avalia denúncia penal
Governo está fragilizado por denúncias de corrupção que envolvem a irmã do presidente
O governo da Argentina anunciou ter identificado os responsáveis pelo ataque contra a caravana do presidente Javier Milei em Lomas de Zamora, na região metropolitana de Buenos Aires. A manifestação ocorreu pouco depois do ataque, nesta quarta-feira, 27.
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Durante o evento, manifestantes lançaram pedras e objetos contra a comitiva presidencial, interrompendo o ato que tinha como objetivo reforçar a presença do governo na região. O caso ocorreu a menos de duas semanas das eleições legislativas e intensificou a crise política que já vinha sendo alimentada pelo vazamento de áudios atribuídos ao ex-diretor da Agência Nacional de Deficiência (Andis), Diego Spagnuolo, em que aparece o nome da irmã do presidente, Karina Milei, em um suposto esquema de propinas.
Durante sua participação no Conselho Interamericano de Comércio, Milei comentou sobre o episódio, classificando tanto os ataques quanto a divulgação dos áudios como parte de uma ofensiva contra sua gestão. "Não passam de um novo ataque para frear o processo de mudança pelo qual o país está passando", afirmou.
O presidente acrescentou que a resistência a seu governo busca enfraquecer as reformas propostas. "Desde que o povo votou em um governo que veio para pôr fim a todos os seus truques e privilégios, a resposta deles é gerar pânico e caos, infiltrar, difamar e usar qualquer manobra que dificulte o processo de mudança que estamos realizando", declarou. Segundo ele, o governo não se deixará "intimidar" por tais ações.
A ministra da Segurança, Patricia Bullrich, responsabilizou o kirchnerismo pela violência. "O kirchnerismo organizou um ataque ao presidente em Lomas de Zamora, colocando em risco as pessoas e famílias que vieram apoiá-lo. Esses indivíduos, para recuperar algum poder, semeiam violência e caos", afirmou.
Em entrevista ao La Nación, Bullrich também acusou o prefeito Federico Otermin de envolvimento nos incidentes. "O secretário de Segurança de Lomas de Zamora estava lá agitando. Ou seja, o secretário da Insegurança", disse, em referência a Jorge Bonino. A ministra ainda mencionou a participação de outros funcionários municipais, torcedores organizados do clube Temperley, além de "grupos de esquerda" e da organização HIJOS.
