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América Latina

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EUA pedem que países parem de negociar com Nicarágua após exclusão de opositores das eleições

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, pediu aos parceiros internacionais dos Estados Unidos nesta quarta-feira (2) que "cessem imediatamente" as transações comerciais com a Nicarágua, depois que o parlamento do país caribenho votou pela exclusão de partidos de oposição das eleições.

2 set 2026 - 15h43
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Resumo
Os EUA pediram que seus aliados cessem negociações com a Nicarágua após o país aprovar uma reforma que veta a oposição nas eleições, consolidando a ditadura de Daniel Ortega e Rosario Murillo. Washington intensificou a pressão diplomática e econômica contra as violações de direitos humanos do regime, articulando sanções e uma reunião de emergência com chanceleres na OEA para conter a ameaça autoritária à estabilidade regional.

Em comunicado à imprensa, Washington orienta seus aliados "a pôr fim de imediato às operações habituais com esta ditadura brutal" do presidente Daniel Ortega e sua esposa e copresidente, Rosario Murillo.

"As ditaduras que negam os direitos inalienáveis de seus cidadãos não deveriam desfrutar dos mesmos benefícios econômicos ou políticos que os governos comprometidos com a defesa da paz e da segurança", advertiu Rubio no pronunciamento.

Na terça-feira (1°), a Assembleia Nacional da Nicarágua aprovou por unanimidade uma reforma constitucional que proíbe figuras da oposição de participarem das eleições, consolidando ainda mais o controle do presidente Daniel Ortega sobre o poder.

A votação na Assembleia Nacional "corroeu ainda mais a ficção da democracia no país", afirmou o chefe da diplomacia norte-americana.

Ortega, ex-guerrilheiro esquerdista de 80 anos e sua esposa, de 75, governam com poder absoluto e um forte controle da sociedade local após os protestos de 2018, cuja repressão deixou mais de 300 mortos, segundo a ONU, e centenas de milhares de exilados.

Pressão econômica e diplomática

Nos últimos meses, Washington aumentou a pressão econômica e diplomática sobre a Nicarágua, com sanções contra as principais figuras do regime e também mobilizando seus aliados na América Latina, promovendo ações conjuntas.

"A Administração Trump segue comprometida a identificar e implementar ações para abordar as violações dos direitos humanos do regime de Murillo-Ortega, inclusive em fóruns como a Organização dos Estados Americanos (OEA)" , diz o comunicado de Washington.

Os Estados Unidos e seus aliados regionais conseguiram que a OEA aprovasse em 19 de agosto a convocação de uma reunião "urgente" de chanceleres da região, uma medida incomum. Nesta quinta-feira (3), a entidade promove um Conselho Permanente para abordar a data e o local desse encontro.

"A guerra travada por Murillo e Ortega contra a democracia ameaça a estabilidade e a prosperidade" das Américas, acrescentou Rubio.

Com AFP

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