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América Latina

EUA: Depois de Hillary, Bill Clinton depõe diante dos parlamentares sobre o caso Epstein

O ex-presidente Bill Clinton depõe nesta sexta-feira (27) na comissão do Congresso americano, controlada pelos republicanos, que investiga o caso Epstein. A sabatina do ex-presidente democrata ocorre um dia após o depoimento de sua esposa, Hillary Clinton, na Comissão de Supervisão da Câmara dos Representantes.

27 fev 2026 - 08h51
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Nesta quinta-feira (26), a ex-secretária de Estado afirmou que não conheceu pessoalmente Jeffrey Epstein, financista condenado por abuso e tráfico sexual. Ela disse ter certeza de que o marido, Bill Clinton, também desconhecia os crimes cometidos por Epstein. Hillary ainda exigiu que o atual presidente, Donald Trump, deponha sob juramento.

A ex-secretária de Estado Hillary Clinton fala com a imprensa após seu depoimento perante o Comitê de Supervisão da Câmara dos Representantes, em Chappaqua, Nova York, em 26 de fevereiro de 2026.
A ex-secretária de Estado Hillary Clinton fala com a imprensa após seu depoimento perante o Comitê de Supervisão da Câmara dos Representantes, em Chappaqua, Nova York, em 26 de fevereiro de 2026.
Foto: © Reuters/Shannon Stapleton / RFI

Tanto republicanos quanto democratas exigiram que o casal Clinton prestasse depoimento, sob ameaça de desacato.

"Se esta comissão realmente quisesse saber a verdade, chamaria diretamente o nosso atual presidente para depor sob juramento sobre as dezenas de milhares de ocasiões em que aparece nos registros", escreveu Hillary no X.

A audiência de Hillary foi realizada a portas fechadas, o que gerou críticas dos democratas. Após horas de questionamentos, que ela descreveu como "repetitivos", Hillary conversou com jornalistas e reiterou sua confiança no marido.

Aos 78 anos, a ex-senadora por Nova York explicou que apenas conheceu, de forma circunstancial, Ghislaine Maxwell. Até o momento, a ex-namorada e cúmplice de Epstein é a única pessoa condenada no escândalo internacional. Segundo ela, Maxwell esteve presente no casamento de sua filha, Chelsea, como acompanhante de outro convidado.

Jeffrey Epstein morreu em 2019, em uma cela de prisão em Nova York, enquanto aguardava julgamento. A conclusão oficial das autoridades dos EUA aponta para suicídio, embora a versão seja contestada por alguns especialistas. Nos últimos anos, vieram à tona fotos e documentos indicando que Bill Clinton viajou no avião particular de Epstein e participou de eventos organizados por ele. Imagens recentes, nas quais o ex-presidente aparece em locais como uma piscina, cercado de jovens, reacenderam as controvérsias.

O ex-presidente reconhece que viajou no avião de Epstein diversas vezes no início dos anos 2000, em missões humanitárias relacionadas à Fundação Clinton, mas afirma que nunca esteve na ilha particular do financista, no Caribe.

Relações rompidas

Bill Clinton e Donald Trump, ambos de 79 anos, aparecem com destaque no mais recente lote de documentos divulgados pelo governo sobre o caso Epstein. Contudo, cada um afirma ter rompido relações com ele antes de sua condenação por crimes sexuais na Flórida, em 2008. Ambos alegam que a simples menção em arquivos não constitui prova de envolvimento em crimes.

Epstein mantinha relações com uma extensa rede de executivos, políticos, celebridades e acadêmicos. A divulgação dos documentos teve repercussões internacionais, incluindo as prisões, no Reino Unido, do ex-príncipe Andrew e de Peter Mandelson, ex-embaixador nos Estados Unidos.

Diversos americanos proeminentes tiveram suas reputações abaladas pelas ligações com Jeffrey Epstein e chegaram a renunciar a cargos públicos ou privados, mas apenas Ghislaine Maxwell enfrentou consequências criminais: em 2022, ela foi condenada a 20 anos de prisão por recrutar, incentivar e traficar menores para serem abusadas por Epstein, após ser considerada culpada de crimes como conspiração, transporte de menor para fins de abuso sexual e tráfico sexual de uma menor.

Com AFP

RFI A RFI é uma rádio francesa e agência de notícias que transmite para o mundo todo em francês e em outros 15 idiomas.
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