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Aliados da Otan se recusam a aderir ao bloqueio de Trump no Estreito de Ormuz

13 abr 2026 - 09h57
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Os aliados dos Estados Unidos na Otan ‌disseram na segunda-feira que não se envolveriam no plano do presidente Donald Trump de bloquear o Estreito de Ormuz, aumentando ainda mais as tensões dentro da aliança cada vez mais frágil.

Trump disse que os militares dos EUA trabalhariam com outros países para bloquear todo o tráfego marítimo na hidrovia, ⁠depois que as negociações do fim de semana não conseguiram chegar a um ‌acordo para encerrar o conflito de seis semanas com o Irã. Posteriormente, as Forças Armadas dos EUA especificaram que o bloqueio, que deve começar ‌às 11h (em Brasília) de segunda-feira, só se ‌aplicaria a navios que se dirigissem ou partissem de portos iranianos.

"O ⁠bloqueio começará em breve. Outros países estarão envolvidos nesse bloqueio", disse Trump em uma publicação no Truth Social no domingo.

Mas os aliados da Otan, incluindo Reino Unido e França, disseram que não seriam arrastados para o conflito participando do bloqueio, afirmando, em vez disso, que é vital abrir a hidrovia ‌pela qual normalmente passa um quinto do petróleo do mundo, que o Irã ‌praticamente fechou desde o ⁠início do conflito ⁠em 28 de fevereiro.

A recusa deles em participar é mais um ponto de atrito ⁠com Trump, que ameaçou se retirar ‌da aliança militar e está ‌avaliando a possibilidade de retirar algumas tropas dos EUA da Europa depois que vários países resistiram a apoiar a campanha dos EUA contra o Irã, negando aos aviões militares dos EUA o uso de seu ⁠espaço aéreo.

"Não estamos apoiando o bloqueio", disse o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, à BBC.

"Minha decisão foi muito clara: qualquer que seja a pressão, e tem havido uma pressão considerável, não vamos ser arrastados para a guerra", afirmou ele.

O secretário-geral da Otan, Mark ‌Rutte, disse aos governos europeus que Trump quer compromissos concretos em um futuro próximo para ajudar a proteger o Estreito de Ormuz, disseram diplomatas ⁠à Reuters na semana passada.

A Otan poderia desempenhar um papel no estreito se seus 32 membros concordassem com a formação de uma missão, afirmou Rutte em 9 de abril.

Vários países europeus disseram que estão dispostos a ajudar no estreito, mas somente quando houver um fim duradouro das hostilidades e um acordo com o Irã de que seus navios não serão atacados.

A França organizará uma conferência com o Reino Unido e outros países para criar uma missão multinacional para restaurar a navegação no estreito, disse o presidente francês, Emmanuel Macron, no X na segunda-feira.

"Esta missão estritamente defensiva, distinta da dos beligerantes, será implementada assim que a situação o permitir", declarou Macron.

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