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Alguns democratas vão boicotar Estado da União de Trump para participar de manifestação

19 fev 2026 - 09h01
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Um grupo de parlamentares progressistas abandonará o discurso do presidente ‌norte-americano, Donald Trump, sobre o Estado da União na terça-feira para participar de uma manifestação ao ar livre em protesto contra suas políticas, marcando um raro boicote coordenado à medida que as tensões partidárias em torno do discurso anual se intensificam.

Cerca de uma dúzia de democratas no Senado e na Câmara dos Deputados anunciaram sua participação em um evento chamado "Estado da União do Povo" no National Mall, perto do Capitólio, para destacar ⁠sua oposição às políticas do governo republicano, disseram os organizadores nesta quarta-feira.

Entre os parlamentares que devem comparecer ao comício ‌às 20h30 (horário local) — pouco antes do discurso de Trump às 21h — estão os senadores Jeff Merkley, do Oregon, Chris Murphy, de Connecticut, e Chris Van Hollen, de Maryland, juntamente com os deputados Becca Balint, de ‌Vermont, Greg Casar, do Texas, e Pramila Jayapal, do Estado de ‌Washington.

Não houve resposta imediata da Casa Branca a um pedido de comentário.

DIFERENÇAS PARTIDÁRIAS SE APROFUNDAM

O boicote ressalta ⁠como o retorno de Trump ao cenário nacional aprofundou as fissuras partidárias, transformando um ritual outrora solene em um campo de batalha sobre a direção da democracia dos EUA. Ao se reunirem do lado de fora do Capitólio, onde Trump falará ao Congresso, os parlamentares dizem que pretendem enquadrar o momento como um desafio público à agenda de Trump.

"Donald Trump ridicularizou o discurso do Estado da União - pegando um momento que deveria ‌unir o país e transformando-o em um comício de campanha para espalhar ódio e divisão", disse Murphy em um ‌comunicado.

Eleitores que foram afetados pelas políticas ⁠de Trump também falarão no ⁠comício, de acordo com um comunicado da MeidasTouch, que se autodenomina uma rede de notícias independente e pró-democracia. O grupo ⁠liberal MoveOn Civic Action também é um dos organizadores, afirmaram os ‌grupos.

Espera-se que Trump divulgue a promulgação, ‌no ano passado, de uma ampla legislação de corte de impostos e gastos, o crescimento econômico em 2025 e suas medidas para impedir a migração pela fronteira sul.

Outros progressistas da Câmara planejam assistir ao discurso de Trump, ou pelo menos parte dele, mas demonstrarão seu descontentamento de outras maneiras.

O deputado ⁠Mark Pocan, de Wisconsin, por exemplo, convidou o presidente da Associação de Soja de Wisconsin, Doug Rebout, para o discurso.

Os produtores de soja dos EUA temem que as tarifas impostas por Trump sobre produtos estrangeiros tenham prejudicado os agricultores norte-americanos, resultando em retaliações da China que, em alguns momentos, interromperam o comércio de soja e contribuíram para o aumento dos preços de muitos ‌bens de consumo, disse o porta-voz de Pocan, Matt Handverger.

O boicote democrata, noticiado pela primeira vez pelo New York Times, destaca o tom cada vez mais partidário do discurso anual, que nos últimos anos incluiu ⁠parlamentares interrompendo o discurso, exibindo cartazes de protesto ou coordenando trajes para destacar várias causas, como os direitos das mulheres.

No ano passado, foi o deputado Al Green, do Texas, um democrata que se levantou e gritou em protesto contra os planos republicanos de cortar o plano de saúde Medicaid para os pobres e deficientes. Ele foi retirado da Câmara pelos seguranças e posteriormente repreendido pela Câmara controlada pelos republicanos.

Em 2020, Trump subiu ao pódio para o último discurso sobre o Estado da União de seu primeiro mandato e se recusou a apertar a mão da então presidente da Câmara, Nancy Pelosi. No final do discurso, Pelosi se levantou e rasgou ostensivamente a transcrição do discurso ao meio. Mais tarde, ela disse que fez isso porque todas as páginas continham uma "mentira".

O discurso anual do Estado da União, destinado a informar o Congresso sobre questões urgentes que a nação enfrenta, foi proferido pela primeira vez pelo presidente George Washington em 1790 — um relatório rápido de 1.089 palavras, muito diferente dos espetáculos tensos e longos de hoje.

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