Alertas de bomba atingem voos na Itália e em outros países da Europa
Aviões com destino a Roma foram escoltados por caças militares
Uma onda de falsos alarmes de bomba afetou voos pela Europa nesta quinta-feira, incluindo três com origem ou destino na Itália. Rotas da Finnair, Aer Lingus e Wizz Air precisaram ser escoltadas por caças militares ou desviadas para bases e aeroportos na França e Áustria para varreduras policiais. As ameaças italianas partiram de um e-mail anônimo e também atingiram aeronaves na Bulgária e República Tcheca ao longo da semana. Nenhum artefato explosivo foi encontrado pelas autoridades.
Uma série de alarmes de bomba atingiu voos em toda a Europa nesta quinta-feira (5), afetando ao menos três aeronaves com destino ou origem na Itália.
Um avião da Finnair que ia de Helsinque, na Finlândia, para Roma foi escoltado por caças da Força Aérea Italiana até o aeroporto de Fiumicino, enquanto uma aeronave da Aer Lingus que partiu de Dublin, na Irlanda, com destino à "cidade eterna" foi desviada para uma base militar no norte da França. Além disso, um voo da Wizz Air de Milão para Varsóvia, na Polônia, acabou redirecionado para Viena, na Áustria.
O avião da Finnair pousou em Fiumicino por volta das 9h30 (horário local) e foi submetido a procedimentos de varredura pelo esquadrão antibombas da polícia.
Já o Airbus A320 da Aer Lingus, com 151 passageiros e seis tripulantes a bordo, foi interceptado por caças franceses Rafale e pousou na base aérea de Évreux-Fauville, na Normandia. O comandante decidiu desviar a aeronave após o alerta, e equipes de desativação de explosivos aguardavam para revistar o avião.
Um dos passageiros do voo Dublin-Roma, o italiano Nicola Timpone, contou à ANSA que a tripulação informou inicialmente que o pouso em solo francês ocorreria por "problemas técnicos".
"Em certo momento, vimos jatos militares ao lado do avião e começamos a pensar que algo não estava certo", relatou.
"Naquele ponto, percebemos que poderia haver um alarme de bomba. No fim, pousamos e nos vimos em um aeroporto militar cercado por bombeiros, policiais e muitas ambulâncias. Fomos colocados em uma pista secundária e continuamos no avião, esperando para entender o que estava acontecendo", acrescentou.
Pouco depois, a Wizz Air confirmou que seu voo W4 6387, que havia decolado às 7h do aeroporto de Malpensa, em Milão, com destino a Varsóvia, foi desviado para Viena devido a "uma ameaça de bomba recebida durante o voo". Em nota, a companhia húngara afirmou que o desvio seguiu os protocolos de segurança e que a proteção de passageiros e tripulação é "absoluta prioridade".
Segundo fontes investigativas, os alarmes dos voos Helsinque e Dublin para Roma partiram de um único e-mail anônimo escrito em italiano, enviado nas primeiras horas da manhã aos endereços da ADR, empresa que administra o aeroporto de Fiumicino, e de companhias que operam no local.
O assunto da mensagem era "segnalazione minaccia" (relato de ameaça). A polícia postal e a polícia aeroportuária da Itália investigam o caso.
Mais de 10 voos em toda a Europa foram alvo de falsos alarmes de bomba ao longo da semana. Apenas nesta quinta-feira, os alertas atingiram três aviões na Bulgária ? dois deles procedentes de Copenhague e Madri pousaram na capital Sófia, e um terceiro, proveniente de Londres, aterrissou em Plovdiv.
Na República Tcheca, quatro aeronaves com destino a Praga receberam ameaças, que a polícia local considerou de "baixa credibilidade", mas que mesmo assim motivaram varreduras. Nenhum explosivo foi encontrado até o momento. .
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