Alckmin discute 'próximos passos' de acordo Mercosul-UE com delegação europeia
Presidente em exercício destacou importância de parceria com bloco europeu
O presidente em exercício, Geraldo Alckmin, recebeu na última quarta-feira (6), em Brasília, representantes do Parlamento Europeu para discutir os próximos passos do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia (UE), em vigência provisória desde 1º de maio.
Durante o encontro, Alckmin destacou a relevância estratégica do bloco europeu, atualmente o segundo maior parceiro comercial do Brasil. Somente em 2025, o fluxo entre o Brasil e a União Europeia atingiu US$ 100 bilhões.
"A União Europeia é o segundo maior parceiro comercial do Brasil. Temos aqui empresas de toda a Europa e queremos fortalecer essa boa parceria entre o Brasil, o Mercosul e a União Europeia", afirmou.
Além disso, o vice de Luiz Inácio Lula da Silva ressaltou o papel do Mercosul na integração regional e na ampliação das relações comerciais internacionais. Para ele, o acordo firmado entre os blocos foi construído de forma equilibrada e prevê mecanismos de proteção aos setores produtivos.
"O multilateralismo é importante e beneficia a sociedade, que passa a ter acesso a produtos de melhor qualidade, com preços mais acessíveis, além do estímulo à competitividade. O acordo foi muito bem elaborado e conta com salvaguardas. É um ganha-ganha", enfatizou.
Por sua vez, o deputado português Hélder Sousa Silva, presidente da Delegação para Relações com o Brasil do Parlamento Europeu e líder da comitiva, destacou que a visita ocorre em um momento decisivo para as relações entre os dois blocos, após mais de duas décadas de negociações.
O parlamentar europeu disse esperar "que a decisão do Tribunal de Justiça e, depois, a aprovação ou ratificação que se seguirá no Parlamento Europeu sejam positivas". "Estou crendo que sim", afirmou.
Por fim, Sousa Silva destacou o papel desempenhado por Alckmin na defesa do acordo comercial. "Sempre sentimos da sua parte um compromisso muito grande com este acordo e, por isso, agradecemos o seu empenho pessoal enquanto vice-presidente do Brasil. Sabemos o quanto acredita no virtuosismo do acordo para os dois blocos do Atlântico", concluiu.
O pacto, assinado no fim de janeiro no Paraguai, estabelece uma das maiores zonas de livre comércio do mundo, reunindo cerca de 30% do Produto Interno Bruto (PIB) global e mais de 700 milhões de consumidores. O acordo também prevê a redução gradual de tarifas de importação sobre produtos industriais e agropecuários.
Embora esteja em vigência provisória desde 1º de maio, o texto ainda precisa ser aprovado pelo Parlamento Europeu para entrar definitivamente em vigor.
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