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Adolescentes e crianças representam 1 em cada 4 casos na Itália

Em um mês, foram quase 800 internações nessa faixa etária

3 jan 2022 14h39
| atualizado às 15h00
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Cerca de um em cada quatro casos de Covid-19 na Itália são de pessoas com menos de 20 anos e o aumento nos contágios preocupa a presidente da Sociedade Italiana de Pediatria (SIP), Annamaria Staiano.

Vacinação de crianças de 5 a 11 anos começou na segunda quinzena de dezembro
Vacinação de crianças de 5 a 11 anos começou na segunda quinzena de dezembro
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Com base nos dados do Instituto de Saúde Superior (ISS), a representante alerta que essa alta foi seguida por um forte aumento nas internações de jovens, adolescentes e crianças, com 791 entradas nos hospitais italianos em dezembro - quase o dobro quando comparado aos meses anteriores, que tinham cerca de 390 hospitalizações mensais.

Desde o início da pandemia, são mais de 9,4 mil internações de menores de 20 anos.

"O relatório evidencia que, nas últimas semanas, se observa um aumento da incidência em todas as faixas etárias. As últimas semanas apontam um grande aumento na incidência nas crianças de 6 a 11 anos e uma disparada na de 16 a 19 anos. Isso pode ser explicado porque, para os últimos, que já estão protegidos com duas doses, a dose de reforço só foi liberada há poucos dias. Evidentemente, isso é uma hipótese, e a ampliação da variante Ômicron leva a um aumento da incidência", destacou.

A fala refere-se à explosão dos casos em todo o país com o avanço da nova cepa da Covid-19. O país vem batendo recordes quase diários de contágios por todo o território.

Já a vacinação na faixa dos 5 a 11 anos, que começou no dia 16 de dezembro, está em ritmo lento, mas Staianno acredita que isso vai mudar no país.

"Estamos otimistas mesmo que os números ainda não sejam significativos. Hoje temos cerca de 9,23% com a primeira dose, o que significa cerca de 340 mil crianças em um público de 3,5 milhões. Mas, estamos otimistas porque a frase mais ouvida pelos pediatras nas últimas semanas é de que os papais e mamães querem vacinar. Houve uma certa hesitação porque eles queriam ver as consequências dos efeitos colaterais também nos milhões de vacinados nos EUA, são cerca de 10 milhões", acrescentou. .
   

Ansa - Brasil   
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