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45 anos após 1º voo, Concorde é mais uma vítima do 11/09

Desde a derrocada da aeronave anglo-francesa, nenhum outro modelo que superasse as capacidades foi construído

13 mar 2014 - 12h31
(atualizado em 13/3/2014 às 11h49)
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Fruto de um projeto firmado entre os governos francês e britânico, o avião supersônico Concorde fazia, há 45 anos, seu primeiro voo. O avião anglo-francês decolou de Toulouse, na França, e ficou no ar por 27 minutos antes de o piloto tomar a decisão de pousar.

 25 de Agosto de 1975  35 passageiros acenam adeus antes de embarcar no primeiro voo comercial do Concorde no aeroporto de Heathrow, em Londres, Inglaterra
25 de Agosto de 1975 35 passageiros acenam adeus antes de embarcar no primeiro voo comercial do Concorde no aeroporto de Heathrow, em Londres, Inglaterra
Foto: Getty Images

Na década de 1970, o Concorde começou uma série de voos de demonstração que faziam parte de uma turnê mundial. Recordes aeronáuticos foram atingidos e até hoje não foram superados.

Em 21 de janeiro de 1976, o Concorde deu início aos voos comerciais, ligando Paris ao Rio de Janeiro, com uma escala em Dakar, e, por cerca de 24 anos a aeronave atendeu às cidades de Nova Iorque, Washington, Miami, Bridgetown, Caracas, Cidade do México, Rio de Janeiro, entre outros.

<a data-cke-saved-href="http://noticias.terra.com.br/mundo/b50-volta-ao-mundo/" href="http://noticias.terra.com.br/mundo/b50-volta-ao-mundo/">veja o infográfico</a>

Uma passagem para voar no Concorde custava mais de US$ 9 mil dólares, mas quem estivesse à bordo poderia cruzar o Atlântico em apenas 3 horas e 30 minutos. A aeronave alcançava a velocidade de 2000km/h durante o voo.

17 de julho de 2001 - Concorde da British Airways decola do aeroporto de Heathrow, em Londres, pela primeira vez desde ao acidente de 2000
17 de julho de 2001 - Concorde da British Airways decola do aeroporto de Heathrow, em Londres, pela primeira vez desde ao acidente de 2000
Foto: Getty Images

O início do fim e o 11/09

Tudo ia muito bem até 25 de julho de 2000, quando um grave acidente deu início à sua derrocada. Até 2000, o Concorde dava lucros às empresas operadoras, mas depois dos ataques terroristas às Torres Gêmeas, em 11 de setembro de 2001, a procura por voos intercontinentais diminuiu e os voos do Concorde se tornaram enconomicamente inviáveis. A pouca rentabilidade somada ao alto custo de manutenção, à alta emissão de poluição e ruído da aeronave culminaram com o fim das operações da aeronave.

Sem concorrentes

Desde que as viagens do Concorde foram encerradas, nenhum outro avião supersônico foi criado. O Boeing 2707, por exemplo, foi o primeiro avião supersônico a ser desenvolvido pelos Estados Unidos, mas, por causa dos altos custos, problemas de engenharia e, principalmente, devido ao mercado indefinido, o projeto foi cancelado ainda em 1971.  

O extinto grupo europeu EADS lançou seu modelo de avião supersônico, em junho de 2011 durante evento no Salão Aeronáutico de Le Bourget, na França. Sem emitir dióxido de carbono, e capaz de voar de Londres à Tóquio em menos de 3 horas, o Zehst prometia superar o Concorde. Seu modelo seria desenvolvido até 2020 e comercializado após 2040, mas a grande quantidade de combustível que ele poderia consumir - o avião seria movido a biocombustível feito à base de algas e mais tarde por hidrogênio - poderia ser um empecilho.

O MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts, EUA) também tem um projeto que, se der certo, deverá entrar para a história da aviação mundial. O Instituto tem investido em um modelo de avião supersônico que apresenta não duas, mas quatro asas.

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De Nova York a Londres em menos de 4 horas

A revista Wired  anunciou que os Estados Unidos deverá lançar em dezembro de 2018 um jato executivo que promete reduzir à metade o tempo gasto em voos continentais de longa distância. Com custo de US$ 80 milhões (cerca de R$ 185 milhões), o Aerospace S -512, da marca Spike, deverá ser construído em Boston, e a equipe conta com componentes de grandes marcas de aviação como Airbus, Bombardier e Gulfstream.

Veja como será o primeiro jato supersônico particular:

O objetivo da equipe é criar uma nova geração de aeronaves executivas que pode atingir uma velocidade mínima de 1,9 mil km/h e máxima de 2,2 mil km/h. Nessas velocidades, o S-512 teoricamente seria capaz de voar de Nova York a Londres em menos de quatro horas e com o luxo que os 18 passageiros capazes de pagar por esse tipo de serviço estão acostumados.

Jato executivo supersônico chega ao mercado em 2018:

A Aerion anunciou em 2009 planos para criar a sua própria aeronave com 12 assentos pelo mesmo custo de US$ 80 milhões e previsão de decolagem em 2015. 

A verdade é que universidades e cientistas ao redor do mundo tentam até hoje projetar uma aeronave que gaste menos combustível, seja menos poluente e que, principalmente, seja capaz de superar os feitos do Concorde.

Fonte: Terra
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