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Motorista que arrastou jovem argentina por 3 km é indiciado por homicídio culposo no RS

Viviana Villalba, de 22 anos, foi atropelada em Giruá e teve o corpo carregado preso ao veículo; condutor alegou ter confundido com um animal

16 jul 2025 - 10h32
(atualizado às 10h35)
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O motorista envolvido no atropelamento que causou a morte da jovem argentina Viviana Beatriz Villalba, de 22 anos, em Giruá, no Noroeste do Rio Grande do Sul, foi indiciado por homicídio culposo, ou seja, sem intenção de matar. A decisão é resultado do inquérito concluído pela Polícia Civil, que apontou negligência e imprudência na condução do veículo e na omissão de socorro à vítima.

O acidente ocorreu na madrugada de 8 de junho, na ERS-344. Segundo as investigações, Viviana foi atingida pelo veículo e arrastada por cerca de 3 quilômetros, presa ao carro. Câmeras de segurança registraram o automóvel circulando com o corpo da jovem sobre o capô. A movimentação do veículo foi detectada entre 3h48 e 3h52, em uma mesma rua do município, já com a vítima visivelmente presa ao carro.

De acordo com a delegada Elaine Maria da Silva, responsável pelo caso, a perícia encontrou marcas de frenagem na rodovia, sugerindo que o motorista tentou evitar o atropelamento. No entanto, a falha em prestar socorro imediato à vítima foi considerada uma conduta negligente. O laudo do Instituto-Geral de Perícias (IGP) apontou que Viviana morreu em decorrência de politraumatismo causado por instrumento contundente.

Em seu depoimento à polícia, o condutor alegou que acreditava ter atropelado um animal e só percebeu que se tratava de uma pessoa quando o passageiro notou uma perna presa ao veículo, já próximo à residência do motorista. Durante todo o trajeto, a vítima permaneceu sobre o carro, sem que houvesse qualquer tentativa de socorro.

Com a conclusão do inquérito, o caso foi encaminhado ao Ministério Público, que irá avaliar se oferece denúncia formal contra o condutor. Se a denúncia for aceita, ele responderá a um processo criminal por homicídio culposo.

Viviana era natural de Dos de Mayo, na província de Misiones, Argentina, e havia se mudado recentemente para o município gaúcho, onde trabalhava em uma casa noturna. Ela completava 22 anos no dia do acidente. Familiares vieram da Argentina para realizar o reconhecimento do corpo.

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