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Moraes manda prender homem que quebrou relógio de D. João

20 jun 2025 - 11h53
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (19) o retorno à prisão de Antônio Cláudio Alves Ferreira, libertado na última terça (17) por decisão de um juiz de Uberlândia (MG).

Antônio Claudio Alves Ferreira está foragido após ser filmado destruindo relógio raro do século 17 no Palácio do Planalto, em Brasília
Antônio Claudio Alves Ferreira está foragido após ser filmado destruindo relógio raro do século 17 no Palácio do Planalto, em Brasília
Foto: Reprodução/Fantástico / Perfil Brasil

O mecânico foi condenado a 17 anos por envolvimento nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 — episódio em que foi filmado destruindo o relógio histórico de Balthazar Martinot, presente da Corte Francesa a Dom João VI e peça rara do acervo da Presidência da República.

Moraes contesta decisão e reforça autoridade do STF sobre o caso

Moraes ressaltou que a soltura concedida pelo juiz Lourenço Migliorini Fonseca Ribeiro, da Vara de Execuções Penais de Uberlândia, foi feita sem autorização do STF, que detém competência sobre o caso. O magistrado mineiro havia autorizado o regime semiaberto domiciliar sem tornozeleira eletrônica, alegando "boa conduta carcerária" e ausência de faltas graves.

O ministro destacou que o regime semiaberto só seria possível após 25% da pena cumprida no cárcere — o que não foi o caso de Ferreira, que alcançou apenas 16% da pena. Em seu despacho, Moraes afirmou que "além da soltura [...] ter ocorrido em contrariedade à expressa previsão legal, foi efetivada a partir de decisão proferida por juiz incompetente".

Juiz será investigado?

Moraes determinou ainda a instauração de investigação contra o juiz Lourenço Migliorini Fonseca Ribeiro. "A conduta do Juiz de Direito Lourenço Migliorini Fonseca Ribeiro deve, portanto, ser devidamente apurada pela autoridade policial no âmbito deste Supremo Tribunal Federal", registrou o ministro.

Ferreira havia deixado o Presídio Professor Jacy de Assis, em Uberlândia, após cerca de um ano e meio de detenção. O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) informou que a liberação ocorreram sem tornozeleira por falta de equipamentos estaduais. Já a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) afirmou que cerca de quatro mil dispositivos estão disponíveis.

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