Menina de 11 anos morre após complicações da dengue
Baixa procura por vacina preocupa especialistas após morte de menina de 11 anos por complicações da dengue
Uma menina de 11 anos morreu no último dia 30 de janeiro após sofrer com complicações da dengue. A morte só foi confirmada nesta segunda-feira, 10, pela Coordenadoria de Vigilância em Saúde (Covisa), da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo.
De acordo com a Covisa, a morte da garota, que não teve sua identidade revelada, é a primeira por dengue na capital em 2025. Autoridades de saúde investigam possíveis focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, na região de Ermelino Matarazzo, zona leste da capital.
Moradora da zona leste, a garota não apresentava outros problemas de saúde e seu quadro clínico era considerado normal. Ainda não se sabe quando a menina passou mal e os sintomas apresentados antes da morte precoce.
Até a presente data, mais de 2.851 casos de dengue foram registrados em São Paulo, segundo informou a Secretaria Municipal. O Instituto Adolfo Lutz atua em uma investigação para apurar mais informações sobre o caso da criança.
O Sistema Único de Saúde (SUS) anunciou no ano passado a vacinação contra a dengue. No entanto, a baixa procura pelo imunizante no Brasil preocupa especialistas e autoridades médicas. O imunizante está disponível para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, faixa correspondente à menina que morreu vítima da doença.
Segundo a Rede Nacional de Dados em Saúde, apenas 3.205.625 doses foram aplicadas em crianças e adolescentes, grupo-alvo definido pelo Ministério da Saúde como foco para combater a dengue entre o início do ano passado e este. O total de doses distribuídas, no entanto, é superior a 6 milhões, o que preocupa especialistas.
É recomendável que os pais busquem uma unidade do SUS para aplicação da vacina gratuitamente. O imunizante protege contra a infecção pelo vírus, o que reduz hospitalização e morte.
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