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'Me associo a 10 marcas chinesas se for preciso para competir', diz presidente da Stellantis

Herlander Zola confirma avanço nas negociações com a Dongfeng e faz alerta sobre o risco de desindustrialização na Argentina

10 out 2026 - 13h20
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Resumo
Para manter a liderança na América do Sul frente ao avanço asiático, a Stellantis planeja se associar a marcas chinesas, como já fez com a Leapmotor, segundo o presidente regional Herlander Zola. O grupo, dono da Fiat e Jeep, enfrenta forte concorrência e não descarta fechar uma ou as duas fábricas na Argentina. A medida extrema é motivada pela abertura de mercado do governo Milei, pela retração das vendas e pelos altos custos locais que ameaçam a viabilidade da produção no país vizinho.

As marcas chinesas estão conquistando espaço a passos largos no mercado brasileiro, mas as montadoras veteranas não pretendem ceder terreno sem briga. É o caso da Stellantis. Herlander Zola, presidente do grupo para a América do Sul, afirma que a empresa vai firmar quantas parcerias forem necessárias para manter a liderança no novo cenário automotivo.

"Se for necessário se associar a mais marcas chinesas para manter a nossa competitividade na região, nós vamos fazer", declarou o executivo em almoço com jornalistas.

A Stellantis é responsável por quase um quarto de todas as vendas de veículos no continente e controla marcas como Fiat, Jeep, Peugeot, Citroën e Ram, além da chinesa Leapmotor — incorporada recentemente ao portfólio para fazer frente às rivais da Ásia.

Stellantis considera fechar fábricas na Argentina

O fantasma da desindustrialização já bate à porta da operação argentina do grupo. A Stellantis possui duas unidades fabris no país vizinho (em El Palomar e Córdoba), mas a abertura de mercado promovida pelo governo de Javier Milei colocou a viabilidade da produção local em cheque.

"A Peugeot, por exemplo, caiu do patamar de 9% para 5% de participação no mercado argentino — e isso em um cenário de retração geral das vendas", revelou Zola.

Com a queda na demanda e os custos de produção em alta, o executivo não descarta medidas extremas. "Podemos tomar a decisão de fechar uma fábrica e manter outra; de manter as duas ou, até mesmo, de fechar as duas, dependendo de como as regras do governo se definirem", concluiu.

Estadão
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