Um em cada três pais relata compras dos filhos sem autorização em apps e jogos
Pesquisa da Serasa aponta desafios no consumo digital e na orientação financeira de crianças e adolescentes.
Pesquisa da Serasa aponta que 32% dos pais já enfrentaram compras não autorizadas dos filhos em apps e jogos, com a maioria dos gastos de até R$ 100. Impulsionado pelas redes sociais para 53% dos jovens, o consumo digital exige maior diálogo sobre finanças e uso de controles parentais para segurança. A proteção também é reforçada pelo ECA Digital, que obriga plataformas virtuais a oferecerem ferramentas acessíveis de supervisão e restrição a transações financeiras para menores.
Compras feitas pelos filhos sem conhecimento ou autorização já surpreenderam 32% dos pais ouvidos em uma pesquisa da Serasa com o Instituto Opinion Box. O levantamento aborda gastos em aplicativos, jogos e plataformas digitais e mostra que, em 60% desses casos, o valor foi de até R$ 100.
A pesquisa reuniu 1.066 entrevistas on-line com pais de filhos de até 18 anos, em todo o Brasil, entre 31 de agosto e 15 de setembro de 2026. A margem de erro é de três pontos percentuais. Os resultados refletem os relatos dos responsáveis entrevistados.
Redes sociais influenciam desejo de comprar
Para 53% dos participantes, as redes sociais aumentam o desejo de consumo dos filhos. A especialista em educação financeira da Serasa, Aline Vieira, recomenda ensinar crianças e adolescentes a reconhecer publicidade e refletir sobre os produtos que desejam.
O estudo também aponta que 72% dos pais se consideram a principal referência dos filhos para aprender sobre dinheiro.
Diálogo e supervisão ajudam a estabelecer limites
Entre as orientações da Serasa para o ambiente digital está a definição de uma regra clara: compras devem ocorrer com autorização e acompanhamento de um adulto. A conversa pode abordar a diferença entre desejar um produto e precisar dele, além de explicar que os gastos precisam caber no orçamento.
Ferramentas de controle parental também podem ajudar no acompanhamento dos aplicativos e conteúdos acessados. A recomendação é combinar esses recursos com supervisão regular e espaço para que os filhos relatem dúvidas ou situações suspeitas.
Outro cuidado envolve informações pessoais. Endereço, escola e senhas não devem ser compartilhados com desconhecidos. Mensagens com ofertas muito atraentes e links suspeitos também podem ser usadas em golpes, o que reforça a importância de consultar um responsável antes de clicar.
Proteção também envolve as plataformas
A proteção de crianças e adolescentes na internet inclui responsabilidades dos fornecedores de serviços digitais. Em vigor desde março de 2026, o ECA Digital prevê ferramentas de supervisão parental acessíveis e recursos para restringir compras e transações financeiras.
Esses mecanismos também devem permitir o gerenciamento de configurações de privacidade e o acompanhamento do tempo de utilização. A legislação estabelece medidas de proteção para serviços direcionados ao público infantojuvenil ou que possam ser acessados por ele, incluindo jogos, redes sociais e lojas de aplicativos.
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