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María Corina Machado não participa de cerimônia do Nobel da Paz

O Comitê do Nobel, responsável pela concessão do prêmio, informou que María Corina Machado estaria a caminho de Oslo, mas a chegada estava prevista apenas para a noite

10 dez 2025 - 10h18
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A cerimônia de entrega do Prêmio Nobel da Paz, iniciada nesta quarta-feira (10), em Oslo, Noruega, não contou com a presença da laureada, a opositora venezuelana María Corina Machado. A filha da ativista, Ana Corina Machado, recebeu a honraria em nome da mãe e leu um discurso preparado pela vencedora. O evento contou ainda com a participação da mãe de María Corina e de Edmundo González, candidato da oposição que contestou o resultado das últimas eleições na Venezuela.

María Corina Machado
María Corina Machado
Foto: Jesus Vargas/Getty Images / Perfil Brasil

O Comitê do Nobel, responsável pela concessão do prêmio, informou que María Corina Machado estaria a caminho de Oslo, mas a chegada estava prevista apenas para a noite. Em uma comunicação de áudio anterior enviada ao comitê, Machado havia declarado: "estou a caminho", sem, contudo, revelar sua localização. Um comunicado do comitê indicou que a vencedora "fez tudo ao seu alcance" para comparecer à cerimônia, descrevendo sua viagem como uma "situação de extremo perigo", mas garantindo que ela estava "segura".

A ausência da líder da oposição na premiação era um ponto de incerteza desde o anúncio do prêmio em outubro, devido à sua condição de clandestinidade e à proibição de viagens imposta pelas autoridades venezuelanas há uma década. María Corina Machado não é vista em público há 11 meses. A incerteza aumentou na véspera da cerimônia, quando uma coletiva de imprensa com a laureada precisou ser cancelada por sua não aparição na capital norueguesa.

Em novembro, o procurador-geral da Venezuela havia alertado que a ativista seria considerada "foragida" caso deixasse o país. A Nobel da Paz, que está escondida desde agosto de 2024, após receber um mandado de prisão do governo de Nicolás Maduro, recebeu a medalha de ouro, um diploma e um valor de US$ 1,2 milhão.

O Comitê Norueguês do Nobel convidou diversos líderes latino-americanos para a cerimônia, incluindo o presidente argentino Javier Milei e o presidente equatoriano Daniel Noboa. No Grand Hotel, onde os laureados se hospedam, familiares e aliados políticos aguardavam a chegada da opositora. O opositor Edmundo González Urrutia, que vive exilado na Espanha, e o presidente Milei, já estavam presentes na Noruega.

A escolha de María Corina Machado, engenheira de formação, para o Nobel foi justificada "por seu incansável trabalho em favor dos direitos democráticos do povo venezuelano e por sua luta por uma transição justa e pacífica da ditadura à democracia". Contudo, a premiação gerou protestos em Oslo, com grupos de esquerda se manifestando em frente ao Instituto Nobel com lemas contra a concessão do prêmio àqueles que consideram "belicistas", citando o apoio de Machado a operações militares dos Estados Unidos no Caribe.

A líder opositora havia agradecido o presidente dos EUA, Donald Trump, em sua primeira declaração após o anúncio da premiação. O Nobel foi anunciado em 10 de outubro. No mesmo dia da cerimônia em Oslo, o chavismo realizou uma manifestação em Caracas, conforme anunciado pelo ministro do Interior da Venezuela.

Perfil Brasil
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