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Maia diz que atrito com governo em relação à Previdência é 'página virada'

Presidente da Câmara voltou a dizer que vai dialogar com os deputados, mas que não cabe a ele construir a base de apoio do governo

23 mar 2019
10h59
atualizado às 11h29
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O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse na manhã deste sábado (23), que o atrito entre o Congresso e o Palácio do Planalto a respeito da reforma da Previdência e que ganhou força nesta semana é "página virada".

Maia voltou a dizer que vai dialogar com os deputados, mas que não cabe a ele construir a base de apoio do governo para aprovar a proposta. Para ele, o Planalto precisa assumir a liderança na articulação. Em entrevista ao Estado publicada neste sábado, o deputado disse que o governo de Jair Bolsonaro é um "deserto de ideias".

"Esse assunto de conflito já viramos a página, o que a gente precisa é mostrar para a sociedade que a gente tem responsabilidade, que o governo tem responsabilidade, que o governo vai sair de conflitos nas redes sociais e vai para o mundo real", disse Maia. Ele falou com jornalistas antes de uma breve participação em congresso do PPS, em Brasília.

"Vou continuar dentro do processo, na Câmara dos Deputados, dialogando com deputado e ajudando. Mas eu não tenho responsabilidade e nem o governo pode me delegar a responsabilidade de construir uma base para o governo."

Ele também disse que o presidente Jair Bolsonaro tem de parar de dizer que é contrário à proposta de reforma da Previdência. Na avaliação do deputado federal, o posicionamento do presidente atrapalha a tramitação da proposta e gera insegurança. Ele afirmou ainda que não foi procurado pelo presidente após a tensão instalada nesta semana entre o Palácio do Planalto e o Congresso em relação à proposta.

"Não me ligou, não terá encontro, não preciso de encontro. Ele não precisa me convencer a ser a favor da Previdência. O Paulo Guedes (ministro da Economia) é que precisa continuar a convencer ele a ser a favor da Previdência", afirmou.

"Quem precisa conversar é ele com sua equipe econômica para parar de falar que é contra a Previdência. Ele não pode ser contra algo que vai mudar a vida dos brasileiros para melhor, ele não pode ser contra algo que vai fazer o Brasil crescer e a gerar emprego, o que ele precisa é ter convicção", disse.

Estadão
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