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Lula revela quem será seu vice na disputa à Presidência

31 mar 2026 - 10h57
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O cenário político para as eleições de outubro ganhou contornos definitivos nesta terça-feira (31). O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou, durante reunião ministerial no Palácio do Planalto, que o atual vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), será novamente o seu companheiro de chapa na disputa pela reeleição. O anúncio ocorreu em um momento estratégico, marcando o prazo de desincompatibilização que exige a saída de ministros que pretendem concorrer ao pleito.

Lula revela quem será seu vice na disputa à Presidência
Lula revela quem será seu vice na disputa à Presidência
Foto: Ricardo Stuckert / Perfil Brasil

"O companheiro Alckmin que vai ter que deixar o MDIC. Ele vai ter que deixar porque ele será candidato a vice-presidente da República outra vez", declarou Lula, selando a manutenção da aliança que surpreendeu o país no último pleito.

Lula terá Alckmin como vice

A trajetória de Geraldo Alckmin até este momento é marcada por uma metamorfose política singular na história recente do Brasil. Natural de Pindamonhangaba e médico de formação, Alckmin construiu uma carreira sólida no estado de São Paulo, onde serviu como vereador, prefeito, deputado e, por quatro vezes, governador — um recorde no estado. Durante décadas, ele foi o rosto do PSDB e o principal antagonista do PT em nível nacional, chegando a disputar a presidência contra o próprio Lula em 2006, em uma campanha marcada por intensos debates ideológicos e críticas mútuas.

A mudança de rumo começou a se desenhar com sua saída do ninho tucano e o ingresso no PSB, um movimento calculado para ocupar o centro político e oferecer equilíbrio à chapa progressista. Como vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Alckmin desempenhou um papel de interlocutor direto com o setor produtivo e o agronegócio, buscando suavizar resistências e atrair investimentos. Sua permanência na chapa em 2026 reforça a estratégia de Lula de manter uma frente ampla, utilizando a imagem de moderador e administrador experiente que Alckmin cultivou ao longo de mais de 40 anos de vida pública.

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A reunião ministerial desta manhã serviu também para organizar o primeiro escalão do governo diante das saídas eleitorais. Além de Alckmin, pelo menos 14 ministros devem deixar seus postos para disputar cargos no Legislativo e em governos estaduais. Segundo o presidente, outros quatro nomes devem oficializar a saída nos próximos dias. Para Lula, a saída de Alckmin do MDIC é uma necessidade técnica para garantir a elegibilidade do vice, mas sua presença na campanha é considerada o "fiel da balança" para manter o diálogo com os setores conservadores e moderados do eleitorado, consolidando uma parceria que, antes impensável, tornou-se o eixo central da atual gestão.

Perfil Brasil
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