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Lula critica guerra em Gaza e rebate Trump: 'Não seremos subalternos'

26 ago 2025 - 14h12
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comandou nesta terça-feira (26), no Palácio do Planalto, a segunda reunião ministerial do ano. O encontro, transmitido ao vivo, teve como pauta central a apresentação de ações prioritárias e a defesa da soberania nacional diante de pressões externas.

Lula em abertura da reunião ministerial
Lula em abertura da reunião ministerial
Foto: Reprodução/ CanalGov / Perfil Brasil

Durante o discurso de abertura, Lula criticou a guerra em Gaza e voltou a confrontar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Ele e seus ministros usavam bonés azuis com a frase: "O Brasil é dos brasileiros".

"Somos um país soberano, temos uma Constituição, temos uma legislação, quem quiser entrar nesses 8,5 milhões de quilômetros quadrados, no nosso espaço aéreo, no nosso espaço marítimo, nas nossas florestas, tem que prestar contas à nossa Constituição e à nossa legislação", disse.

Ao lado da equipe, o presidente ressaltou que ministros como Geraldo Alckmin, Fernando Haddad e Mauro Vieira atuam em negociações permanentes com parceiros internacionais. "Esse homem aqui [Alckmin], aquele homem ali que é o Haddad, aquele ali que é o Mauro Vieira, estão 24 horas por dia à disposição de negociar com quem quer que seja, o assunto que for, sobretudo na questão comercial", afirmou.

Segundo ele, o Brasil está aberto ao diálogo "em igualdade de condições". "O que não estamos dispostos é sermos tratados como se fôssemos subalternos. Isso nós não aceitamos de ninguém", completou.

Israel está cometendo genocídio?

No mesmo discurso, Lula voltou a acusar Israel de promover genocídio contra os palestinos na Faixa de Gaza. "Temos a continuidade do genocídio na Faixa de Gaza, que não para, todo dia mais gente morre", declarou.

Segundo ele, tropas israelenses tratam crianças famintas "como se fossem do Hamas". A fala ocorreu após o governo israelense anunciar o rebaixamento das relações diplomáticas com o Brasil. O assessor especial Celso Amorim rebateu, afirmando que o Itamaraty não ignorou a indicação de um embaixador.

A tensão aumentou nesta terça (26), quando o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, chamou Lula de antissemita e o comparou ao aiatolá Ali Khamenei, líder do Irã.

"Traidores da pátria"

Em tom duro, Lula voltou a criticar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Para ele, a atuação de Eduardo nos Estados Unidos representa traição.

"O que está acontecendo hoje no Brasil com a família do ex-presidente e com o comportamento do filho dele nos EUA é, possivelmente, uma das maiores traições que uma pátria sofre de filhos seus", declarou.

O petista afirmou que o parlamentar deveria ter o mandato cassado e reforçou que a defesa da soberania deve ser prioridade. "Se a gente gostasse de imperador, a gente não tinha acabado com o Império", disse.

Perfil Brasil
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