Livro do pianista Ari Borger entrelaça a alma do blues com a essência brasileira
Lançado pela Editora Afluente, a obra é um convite a uma jornada que conecta dois mundos aparentemente distantes: o berço do blues, Nova Orleans, e a alma brasileira, revelando a forma como ambos compartilham raízes profundas de dor, festa e resiliência
A música tem o poder de unir universos. É exatamente isso que o pianista Ari Borger explora em seu novo livro, "Brasil-Orleans: Ari Borger, o blues e a arte da escuta". Lançado pela Editora Afluente, a obra é um convite a uma jornada que conecta dois mundos aparentemente distantes: o berço do blues, Nova Orleans, e a alma brasileira, revelando a forma como ambos compartilham raízes profundas de dor, festa e resiliência.
Considerado um dos pioneiros do blues no piano, do boogie woogie e do Hammond B3 no Brasil, Ari Borger não se limita a contar a história do gênero. Com a autoridade de quem já dividiu o palco com lendas como B.B. King e George Benson, o autor guia o leitor por uma jornada que ensina a arte da escuta. Ele mostra como a vibração do blues ecoa em outros ritmos globais, como o jazz, o soul e o rock'n'roll, e surpreendentemente, em estilos tipicamente brasileiros, como o baião, o samba e as melodias de nomes como Tom Jobim e João Donato.
Brasil-Orleans: Ari Borger, o blues e a arte da escuta
O livro, escrito a partir da vivência direta de Borger em Nova Orleans e em sua vasta trajetória musical, é uma aula instigante sobre a música como linguagem universal. "Brasil Orleans" se transforma em uma leitura obrigatória não apenas para músicos, mas para qualquer pessoa interessada em compreender como a arte consegue construir pontes, revelando a profunda conexão entre mundos através de um gênero musical que é, acima de tudo, um estado de espírito.
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