PUBLICIDADE

Lira decide que voto impresso será levado ao plenário

Presidente da Câmara fez um discurso ressaltando que a Casa será “juiz” de uma disputa que, segundo ele, “já foi longe demais"

6 ago 2021 18h08
| atualizado às 18h17
ver comentários
Publicidade
Presidente da Câmara, Arthur Lira
REUTERS/Ueslei Marcelino
Presidente da Câmara, Arthur Lira REUTERS/Ueslei Marcelino
Foto: Reuters

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), fez um discurso na tarde desta sexta-feira, 6, anunciando que levará a PEC sobre o voto impresso para o plenário da Casa, mesmo após a matéria ter saído derrotada da votação na comissão especial nessa quinta-feira, 5.

Lira afirmou que o voto impresso “está pautando o Brasil”, e que não seria “justo com o País” não analisar o projeto. “O plenário será o juiz dessa disputa que, infelizmente, já foi longe demais”, pontuou. “Só assim teremos uma decisão inquestionável e suprema, porque o plenário é a nossa alçada máxima de decisão e expressão da democracia”.

O deputado ressaltou ainda o condicionamento desta determinação diante da projeção de turbulência para o próximo pleito no País. “Pela tranquilidade das próximas eleições e para que possamos trabalhar em paz até janeiro de 2023, vamos levar a questão do voto impresso para o plenário, onde todos os parlamentares, eleitos legitimamente pela urna eletrônica, vão decidir”, disse, ressaltando: “e eu friso, foram eleitos todos pela urna eletrônica”.

O presidente da Casa informou também que a sua decisão precisará ser corroborada pelos líderes dos partidos em uma reunião agendada para a segunda-feira, 9.

No discurso, Lira citou as recentes desavenças entre Poderes, que teve seu momento mais sensível após o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Fux, cancelar uma reunião com chefes do Executivo, Legislativo e Judiciário. Ainda assim, o presidente Jair Bolsonaro seguiu com ameaças e ofensas direcionadas a ministros da Corte.

“A Câmara é a casa das leis e, infelizmente, assistimos nos últimos dias um tencionamento quando a corda é puxada com muita força, levando os Poderes para além de seus limites”.

“O presidente da República tem no seu gabinete, a Suprema Corte tem em seus juízes, e o Ministério Público Federal tem em seu procurador-geral a firmeza e a responsabilidade constitucional, todos ciosos de seu espaço institucional”. E completou: “Não contem comigo com qualquer movimento que rompa ou macule a independência e a harmonia entre Poderes”.

Veja o discurso na íntegra:

Fonte: Equipe portal
Publicidade
Publicidade