Kim Jong-un quer "fortaleza inexpugnável" na fronteira com Coreia do Sul
Líder norte-coreano anuncia planos para reforçar unidades na linha de frente contra o "arqui-inimigo" e transformar suas Forças Armadas nas "mais poderosas do mundo".O ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un, anunciou neste domingo (17/05) planos para modernizar as Forças Armadas e reforçar as unidades posicionadas ao longo da fronteira com a Coreia do Sul, conforme divulgou nesta segunda-feira a agência estatal de notícias norte-coreana, a KCNA.
O líder anunciou diversos planos para reestruturar o quadro organizacional das Forças Armadas e fortalecer as unidades de linha de frente ao longo da fronteira sul, com o objetivo de transformar a região fronteiriça numa "fortaleza inexpugnável".
Os anúncios foram feitos durante uma reunião realizada no domingo com comandantes de divisões e brigadas, segundo a KCNA, e ocorrem num momento de intensa atividade diplomática em torno da Península Coreana, na sequência da cúpula entre os Estados Unidos e a China em Pequim, na qual os líderes das duas potências discutiram a questão da Coreia do Norte e seu objetivo comum de desnuclearizá-la.
Kim enfatizou a necessidade de vigilância contra o "arqui-inimigo", um termo que a Coreia do Norte utiliza para se referir à Coreia do Sul.
Permanecer em "alerta máximo"
Segundo a KCNA, Kim enfatizou a missão de transformar as Forças Armadas norte-coreanas nas "mais poderosas do mundo" e instou os comandantes a elevar seu nível de prontidão de combate e a "permanecer em alerta máximo".
Além disso, propôs uma reformulação do sistema de treinamento e a intensificação da instrução prática para alinhá-la às realidades da guerra moderna, bem como a adoção de medidas para "modernizar o Exército".
Pyongyang continua a rejeitar o diálogo com Seul e condiciona qualquer reaproximação com Washington à retirada da questão nuclear da mesa de negociações.
Em tese, Coreia do Norte e Coreia do Sul ainda estão em guerra, já que a Guerra da Coreia, entre 1950 e 1953, terminou com um armistício, em vez de um acordo de paz.
as (Efe, Reuters)
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